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13/11/2009 - 00h05

Dívidas da Câmara de Beja rondam os 17,5 milhões de euros

A Câmara de Beja reuniu ontem extraordinariamente para avaliar a situação financeira. No final da reunião, que decorreu à porta fechada, Jorge Pulido Valente anunciou que as dívidas da Câmara de Beja rondam os 17 milhões e 500 mil euros.
A Câmara ultrapassou o que seria “aceitável e aconselhável” em matéria de gastos frisou Pulido Valente. O crescimento da despesa nos últimos seis meses “comprometeu os pagamentos a fornecedores”, segundo o autarca.
A despesa apurada e facturada atinge os 5 milhões 508 mil e 207 euros.
A dívida cabimentada e em facturação chega aos 11 milhões 736 mil e 172 euros.
Acresce a estes valores a despesa que foi assumida pelo anterior executivo sem qualquer suporte que ronda os 500 mil euros.

A Câmara neste momento está a fazer pagamentos a 9 meses, uma situação “preocupante”, segundo Pulido Valente a que se junta um empréstimo de curto prazo de um milhão de euros que tem que ser liquidado até ao próximo ano. A capacidade de endividamento ronda os 81%. A autarquia tem para pagar mensalmente cerca de 100 mil euros de juros e amortizações nos próximos meses.
O presidente do município assegurou que tem defendido um plano de recuperação das dívidas. Até ao verão de 2010 vai ser cumprido o plano de regularização que prevê a liquidação de 5,5 milhões de euros. As Grandes Opções do Plano estão em preparação neste momento mas Pulido Valente não avançou pormenores.
O presidente da Câmara de Beja assegurou que a margem de manobra para 2010 ficou “reduzida”, ou seja, muitas obras e muitas promessas feitas não deverão sair para já do papel.

A actual situação obriga a cortes. A Câmara tem cerca de 660 trabalhadores. Muitos são contratados. Depois de terminados os contratos, alguns poderão não ser renovados, admitiu Jorge Pulido Valente.

A acção social, a habitação, o desenvolvimento económico e a qualidade de vida foram algumas das áreas apontadas como prioritárias.
Pulido Valente recusou comentar as razões que terão conduzido à actual situação financeira. Para já a Câmara não encontra razões para avançar com uma auditoria às contas.

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comentários
17/11/2009 - 15h45
AdOR
E como se não basta-se, os ratos começam a fugir, ou devo dizer, a demitir-se.
Fogem do quê? dos possíveis processos disciplinares, ou das enchurradas?
17/11/2009 - 15h40
AdOR
Sr. Pedrosa
Não acha que a comparação com outras autarquias, não é mais do que uma desculpa, para a gestão descuidada dos ultimos 35 anos?
Eu resido em Beja à 20 anos, e nestes anos não vi, nada de significativo ser feito, pelo contrario, vi Beja tornar-se uma das cidades portuguesas mais cara por m2, vi o desemprego crescer nesta região (sim, porque o trabalho na CMB, era atribuído pela cor e não pelo mérito), vi a cultura praticamente desaparecer (tornou-se a falar nela, de à 2 anos para cá, e os outros 18 anos), vi criar-se um parque industrial num buraco (sem qualquer visibilidade), enfim vi arruinar-se uma cidade, devido a uma falta de visibilidade e estratégia de um partido, que à muito já deveria ter sido extinto.
Não façam comparações, porque senão teremos de comparar o incomparável.
14/11/2009 - 20h22
J Pedrosa
Se não encontra razões para auditar é porque não existem. Deixava a Actual Presidente da Câmara de Beja, qual foi o nivel de endividamento com que deixou a C de Mertola, quando de lá saiu.
Mais srs jornalistas procurem números a nivel nacional acerca desta matéria nas várias autarquias do País.
Polido valente tenta sacudir a àgua do capote e mais nada.
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