Na crónica de opinião enviada à Rádio Pax, o Bispo de Beja salienta que “a influência do poder comercial e mediático dos modernos cantores de outros países não conseguiu abafar a alma alentejana”. O prelado espera que “a crise demográfica também não o consiga, relegando o cante para os ambientes museológicos e retirando-o das igrejas, das festas populares, da rua e das tabernas”.

O prelado refere ainda que “sem evolução e renovação não será possível ter futuro, no cante e em todas as expressões da vida de um povo”. Por isso, acrescenta, “será necessário estudar esta expressão cultural, torná-la presente nas escolas elementares e superiores, para que não degenere”.

O reconhecimento traz “compromissos” e o Bispo de Beja questiona sobre quem fica com a responsabilidade conjunta de preservação deste património: “autarquias, escolas, igrejas, festivais, clubes?”

A Diocese assegura que fará tudo para que “o cante na sua versão religiosa continue a ecoar nas igrejas e procissões”.