O Alentejo fica com 41 vagas para formação médica especializada num universo de 2.338 lugares disponíveis em todo o país. Os números constam do mapa de vagas do Internato Médico de 2026, agora publicado em Diário da República.
A distribuição evidencia diferenças significativas entre regiões. Lisboa e Vale do Tejo concentra 237 vagas de Medicina Geral e Familiar, seguindo-se o Norte, com 226, e o Centro, com 121. No Alentejo são 41, enquanto o Algarve dispõe de 24, os Açores de 18 e a Madeira de oito.
A nível nacional, a Medicina Geral e Familiar volta a assumir um peso importante, com 675 lugares. A Saúde Pública dispõe de 59 e a Medicina Legal de nove.
Nas especialidades hospitalares estão disponíveis 1.595 vagas. Medicina Interna lidera, com 216 lugares, seguindo-se Pediatria, com 110, e Anestesiologia, com 102.
Psiquiatria conta com 82 vagas, Cirurgia Geral com 72 e Ginecologia e Obstetrícia com 71. Há ainda 70 lugares em Ortopedia, 69 em Medicina Intensiva e 42 na nova área de Medicina de Urgência e Emergência.
No extremo oposto aparecem especialidades com uma oferta muito reduzida. Cardiologia Pediátrica e Medicina Desportiva têm apenas uma vaga cada, Cirurgia Torácica conta com duas e Cirurgia Cardíaca com três.
O mapa, aprovado por despacho do secretário de Estado da Gestão da Saúde, vai agora servir de base ao processo de escolha dos médicos que entram na formação especializada.
Em comparação com o ano anterior, a oferta praticamente não se altera: passa de 2.330 para 2.338 vagas, apenas mais oito lugares em todo o país.
E no Alentejo, onde a dificuldade em fixar profissionais de saúde continua a marcar o debate regional, o número que sobressai é este: 41 vagas de Medicina Geral e Familiar para toda a região.