A Universidade Politécnica de Beja vai ajudar a formar mais professores. É uma das instituições de ensino superior que assinaram novos contratos com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação para aumentar as vagas em cursos de formação de docentes.
No conjunto, a rede passa a disponibilizar mais de vinte mil vagas, entre este ano letivo e 2029/2030. São mais três mil e vinte do que estava inicialmente previsto, um aumento de dezassete vírgula cinco por cento. Ao todo, serão 20.292 lugares: 5.816 em licenciaturas de Educação Básica e 14.476 em mestrados em Ensino.
O objetivo é combater a falta de professores. O Ministério recorda que o país precisa de recrutar cerca de vinte mil docentes até 2030 e quase trinta e nove mil até 2035.
Foram firmados quinze novos contratos-programa e cinco adendas, e a rede ativa passa a ter vinte e cinco contratos. Os novos acordos abrangem as universidades de Aveiro, da Beira Interior, de Coimbra, de Évora, da Madeira, do Minho, do Porto e dos Açores, e as politécnicas de Beja, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Viana do Castelo e Viseu. As adendas atualizam acordos de 2025 com as universidades de Leiria e Oeste, Técnica do Porto e Trás-os-Montes e Alto Douro, e com as politécnicas de Portalegre e Santarém.
Para incentivar as instituições a abrir mais vagas, mantém-se um financiamento adicional por diplomado: trinta por cento nos mestrados ligados a onze grupos de recrutamento prioritários, como a educação pré-escolar, o primeiro ciclo, o português, a matemática, a história, o inglês e as ciências, vinte por cento nos restantes mestrados que habilitam para a docência e dez por cento nas licenciaturas em Educação Básica.
Os contratos articulam-se com outras medidas de valorização da carreira, como a reposição do tempo de serviço, os apoios à deslocação e as bolsas de estudo para estudantes e mestrandos em estágio.