Acusações de João Paulo Ramôa “suscetíveis de provocar alarme social” diz ARS

O Conselho Diretivo da ARS- Administração Regional de Saúde do Alentejo, vem em comunicado esclarecer aquelas que diz ser “as acusações graves e infundadas” de João Paulo Ramôa, durante o programa da Rádio Pax, “Visão dos Tempos”.

 No âmbito da pandemia da Covid-19, a ARS diz atuar “em estreita articulação com a Direcção-Geral da Saúde, Serviços de Saúde Pública, e todas as instituições prestadoras de cuidados de saúde, quer hospitalares quer de cuidados de saúde primários (…)”.

A administração diz ser “incompreensível que o comentador preste informações destituídas de qualquer fundamento, ofensivas e suscetíveis de provocar alarme social”.

A ARS refere também que “não tem qualquer sentido em questões de natureza técnica que pautam toda a atuação no âmbito desta pandemia, uma afirmação completamente fora de contexto, que «a ARS faz discriminação entre filhos e enteados, isto é, entre Évora, Beja e Portalegre, sendo Évora o filho»”.

A Administração Regional de Saúde do Alentejo diz não conseguir “vislumbrar o sentido e o alcance de uma tal afirmação” e pede um esclarecimento por “escrito e fundamentadamente, a justificação para uma tal afirmação que pretende dividir e não unir, num momento de crise regional e nacional”.

Em comunicado a ARS refere que “os casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 ocorridos na Região Alentejo (…) são notificados no Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica pelos médicos. Todos estes casos são alvo de investigação epidemiológica pelas Unidades de Saúde Pública”.

O mesmo documento explica que “a Direção Geral da Saúde publica diariamente, no relatório de situação, o número de casos de Covid-19, a nível nacional, regional e concelhio (…), mas “quando os caos são inferiores a três, por motivos de confidencialidade, os dados não são apresentados”.

“Todos os casos positivos que se mantêm em domicílio, assim como os contatos com indicação para isolamento profilático, só podem ser referenciados pelas autoridades de saúde, aos comandos da PSP e da GNR, para que sejam asseguradas as determinações desta autoridade”.