Foi um ano em que a água não faltou no Alentejo. Quem o diz é a EDIA, que fez o balanço do ano hidrológico que terminou no final de setembro.
Entre outubro de 2025 e setembro de 2026, chegaram a Alqueva mais de seis mil milhões de metros cúbicos de água. É uma quantidade tão grande que dava para encher a maior albufeira da Europa uma vez e meia.
Depois da barragem atingir o nível máximo, foi preciso fazer descargas durante cerca de um mês, pelos descarregadores de meio-fundo.
Mas foi mais a jusante, em Pedrógão, que a pressão se sentiu a sério. Entre janeiro e março, a barragem esteve acima do nível de pleno armazenamento durante 58 dias seguidos. E o volume descarregado ultrapassou os cinco mil milhões de metros cúbicos, mais do que toda a capacidade de Alqueva.
Para se ter uma ideia da diferença, o ano começou com Alqueva a guardar cerca de três mil e quatrocentos milhões de metros cúbicos, menos do que no arranque do ano anterior.
O balanço foi divulgado no Dia Nacional da Água (1 de Outubro), que coincide com o início de um novo ano hidrológico.