Após inspecções sem aviso prévio realizadas em 2015 a 38 postos da Guarda Nacional Republicana, a situação em Beja é classificada no relatório da IGAI como “atípica” pois “dos 35 Postos Territoriais, que a Portaria n.º 1450/2008 estabelece como estrutura orgânica do Comando Territorial de Beja, existem efectivamente ( ) apenas 34. Por sua vez, destes 34, mais de metade, 18, funcionam no denominado “Horário de Atendimento Reduzido”.
O relatório sublinha que “em termos práticos, estes Postos limitam-se a estar abertos ao público, no período 09h00-17h00, com um militar no seu interior, não tendo, portanto, qualquer capacidade operacional para resolução de ocorrências nas subjacentes áreas de jurisdição”.
A Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG) “no actual contexto dá razão à IGAI”. José Alho, presidente da Associação, realça que faltam elementos para a patrulha pois muitos militares estão em serviços administrativos.
Na opinião de José alho, a GNR não pode continuar a ter militares nas suas fileiras ocupados em profissões que vão “desde juristas a sapateiros”.