ASPIG delineia novas formas de luta

A proposta acontece esta semana em reuniões com outras associações.

A demora da ida a Conselho de Ministros do estatuto da GNR é, na opinião da ASPIG, pronúncio de que a tutela, por força de certas pressões, deixou de saber lidar com o texto da proposta de estatuto, negociado e assinado com as associações profissionais da GNR.

Uma das questões plasmadas no documento prende-se com a ascensão dos oficiais superiores da GNR. O estatuto actual bloqueia a ascensão ao generalato dos militares da GNR cuja formação de origem não seja alcançada na Academia Militar. Segundo a ASPIG, “este bloqueio tem permitido que as Forças Armadas promovam a oficial general grande parte dos seus oficiais superiores (coronéis) que, noutras circunstâncias (ausência de 11 vagas na GNR), terminariam a sua carreira no posto de coronel”.

José Alho, presidente da ASPIG, defende que os oficiais generais que não defenderam os interesses dos militares devem regressar às suas unidades e deixar os oficiais superiores da Guarda chegar ao topo de carreira.

O memorando foi assinado pela Ministra da Administração Interna e pelas associações em meados de Julho. Caso o documento não seja publicado até às eleições legislativas, em Outubro, José Alho diz que deixa de acreditar na política em Portugal.