Atrasos e avarias nos comboios comprometem empregos

Os problemas verificados na linha ferroviária do Alentejo têm-se intensificado. À redacção da Rádio Pax chegam cada vez mais queixas.

Há 14 anos que Amílcar Pereira utiliza o comboio nas suas deslocações entre Beja e Lisboa.

“Ultimamente tem sido uma coisa impensável. Não há hora de partida nem de chegada a lado nenhum”, desabafa à Rádio Pax.

Os atrasos causam prejuízos e colocam em risco os empregos de muitos utentes da CP que utilizam os comboios como meio de transporte para o trabalho na linha do Alentejo.

Aos atrasos, este utilizador da ferrovia junta outros problemas como as elevadas temperaturas no interior das automotoras, a falta de abrigos na estação de Casa Branca e a supressão do Intercidades para Évora. Neste momento toda a viagem Beja-Lisboa-Beja é feita em automotora.

Jorge Serafim, contador de histórias, mediador de leitura e humorista, é um utilizador assíduo do transporte ferroviário.

Em seu entender, “Beja vai perder o comboio” se a CP e o Estado continuarem a desinvestir neste meio de transporte.

Jorge Serafim lembra que o problema não é novo e já no Verão passado houve passageiros que desmaiaram dentro da automotora para Beja devido às elevadas temperaturas.

O humorista assegura que já perdeu trabalhos devido a horários que não são cumpridos.