O Gabinete, em funcionamento há 3 anos, era o único que atendia trabalhadores imigrantes nas regiões do Alentejo e do Algarve.
A Associação não se conforma e já contestou a decisão junto do Conselho Directivo do Instituto do Emprego e Formação Profissional, do delegado regional do Instituto do Emprego e Formação Profissional e do Alto Comissariado para as Migrações.
O concelho de Beja “desapareceu” da rede nacional de Gabinetes de Inserção Profissional.
Alberto Matos,responsável pela Delegação de Beja da Solidariedade Imigrante, afirmou ontem, em Conferência de Imprensa, que os trabalhadores estrangeiros, sem o apoio de um Gabinete de Inserção, correm maiores ricos. O mesmo responsável teme o aumento “do trabalho ilegal e sem direitos” e da “escravatura”. Mais ainda quando a maioria PSD/CDS-PP na Assembleia da República reprovou, na semana passada, o Projecto Lei para combate ao trabalho forçado e à exploração laboral.
A técnica do Gabinete, de nacionalidade Ucraniana, assegurou que chegam ao GIP da Solidariedade Imigrante, em Beja, pedidos de apoio de vários concelhos do Alentejo, do norte do país e até do estrangeiro. Muitos imigrantes antes de partirem para Portugal solicitam apoio a Beja, assegurou a mesma responsável.