Câmara de Beja tem aprovado financiamento comunitário para beneficiação das piscinas

O município de Beja viu aprovada, na última terça-feira, a candidatura apresentada ao FEDER- Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional para beneficiação do edifício das piscinas municipais descobertas.

A revelação foi feita pelo presidente da Câmara de Beja, Paulo Arsénio, ontem, na apresentação da proposta de recuperação daquele equipamento.

A obra está orçada em mais de 1,7 milhões de euros e conta com financiamento comunitário na ordem de 1,4 milhões de euros. O investimento municipal é de 546 mil euros.

A intervenção centra-se nos balneários, varandim superior e zonas de apoio.

A proposta apresentada prevê a criação de um ginásio e de quatro salas polivalentes. O restaurante vai ter uma nova localização. O bar vai funcionar exclusivamente para os utilizadores das piscinas.

O projeto prevê ainda a eliminação de barreiras arquitetónicas com aproximação das piscinas à população.

A autarquia quer transformar aquele equipamento num “complexo” mais atrativo.

Beja é das cidades mais quentes do país. A Câmara pretende criar vários polos de atração tendo em comum a água.

“Vamos tentar criar em torno de Beja, nos próximos anos, uma rede de fruição e de lazer em espaços públicos ligados à água”, frisou Paulo Arsénio.

O autarca quer associar à beneficiação das piscinas, a criação do parque fluvial dos Cinco Reis e, numa perpectiva de médio/longo prazo, a ligação de Beja ao rio Guadiana na zona de Quintos.

O município pretende tornar o concelho de Beja “ainda mais apetecível” para os turistas.

Paulo Arsénio lembrou que a Câmara de Beja contraiu em 2008 um empréstimo a quarenta anos, no valor de 400 mil euros, para beneficiação dos tanques da piscina. Passados 10 anos, falta pagar cerca de 334 mil euros.

O autarca frisou ainda que este ano as piscinas vão funcionar, com normalidade, de 15 de junho a 15 de setembro.

A autarquia vai agora lançar o concurso para a intervenção. Paulo Arsénio esclareceu que antes de meados do Outono a obra dificilmente começará, dados os “procedimentos legais” exigidos.