CDS quer saber quem suporta custos da paragem de plantações devido a achados arqueológicos

Vários deputados do Grupo parlamentar do CDS-PP pediram explicações ao Governo sobre a alegada destruição de património arqueológico no Alentejo.

Os deputados pretendem saber, junto dos Ministérios da Cultura e da Agricultura, quantos hectares estão em causa e que destruições de património são conhecidas.

Os parlamentares contestam o teor do comunicado emitido recentemente pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo sobre esta matéria por conter várias “incorrecções, desde logo quando se refere ‘plantações extensivas de espécies de crescimento rápido, como o olival e o amendoal’”. Os deputados esclarecem que estas culturas não são de crescimento rápido.

A direcção Regional anunciou a realização de acções de sensibilização.

Os deputados do CDS-PP consideram que “é fundamental a sensibilização dos agricultores e proprietários para a importância de preservar sítios arqueológicos, mas é também crucial uma fiscalização activa e regulada – e não proibição –, e que não coloque em causa a actividade agrícola, tão essencial para a economia, tanto regional como nacional”.

O CDS-PP quer saber “para quando, onde e por quem estão previstas acções de sensibilização dos agricultores para a temática da protecção do património arqueológico e, ainda, no caso de escavações e/ou outras acções de conservação do património arqueológico, quem vai suportar os elevados custos financeiros de ter as plantações paradas”. Por outro lado, quer perceber “se está a ser pensado algum mecanismo compensatório para os agricultores que possam vir a ser afectados”.