Covid-19: Governo pondera endurecer medidas já na próxima semana

O primeiro-ministro admitiu que, na próxima semana, o Governo poderá tomar medidas mais severas, caso o número de casos continue a aumentar e adiantou que vai proceder à audição dos partidos e dos parceiros sociais.

António Costa falava no final do Conselho de Ministros, em conferência de imprensa, ao início da tarde de quinta-feira, destacando que essas medidas mais restritivas contra a Covid-19 poderão já entrar em vigor na próxima terça-feira, no dia em que decorrerá a reunião com o Infarmed.

O governante referiu que os números referentes aos novos contágios verificados nos últimos dias rondam os 10 mil, “o que indicia um agravamento da situação epidemiológica” no país.

“Devemos ter esperança que os números” dos últimos dias “sejam um ajustamento e que os dados ate dia 12 de janeiro não confirmem esta evolução, se se confirmar será preciso fazer o que for necessário fazer”, sublinhou o governante.

Para já, António Costa descartou a possibilidade de encerrar as escolas devido ao aumento do número de contágios por Covid-19, dizendo que “existe um grande consenso entre técnicos e especialistas que não se justifica afetar o funcionamento do ano letivo” e, nesse sentido, “não devemos ter medidas que impliquem a interrupção da atividade letiva”, frisou.

Contudo, afirmou que o que tem sido feito até agora “é incidir nas medidas durante o fim de semana”, vincando a ideia de que “um passo em frente é estender ao resto da semana estas medidas de confinamento mais geral, tal como em março passado”.

Recorde-se que no distrito de Beja, apenas Ferreira do Alentejo, Barrancos e Odemira ficaram de fora da restrição aplicada pelo Governo de recolhimento obrigatório a partir das 13:00 horas, neste fim-de-semana, uma vez que, são concelhos com menos de 240 casos por 100 mil habitantes.

Contudo, a proibição de circulação entre concelhos é estendida a todo o território continental.

Caso o endurecimento destas medidas de combate à pandemia aplicadas concelhos de maior risco não surtam efeito, na próxima semana, poderão tornar-se ainda mais musculadas, estando em cima da mesa a hipótese de um confinamento parcial ou, até mesmo, total.