Cuba pode vir a transformar-se “num dormitório de Beja”

“Se não forem tomadas medidas urgentes e determinadas, Cuba acaba num dormitório de Beja e arrisca-se a ser um concelho sem futuro”.

Esta preocupação é sentida por Francisco Orelha, antigo presidente da Câmara de Cuba, que através de uma brochura mostra a sua “visão e opinião em relação ao futuro” daquele concelho, afirmando-o como “um polo empresarial do distrito de Beja”.

Em seu entender, “Cuba necessita de um executivo determinado, visionário, ambicioso, irreverente e sem receio de arriscar”.

Esse executivo deve ter também “uma visão alargada a 10 anos, aproveitando as potencialidades e os projetos estruturantes já implementados na região, com o objetivo de colocar o concelho num dos mais desenvolvidos do distrito de Beja”.

Para Francisco Orelha, um “concelho onde não há inovação nem renovação é um concelho a prazo sem esperança num futuro”.

“É preciso mão-de-obra especializada e criativa, empresas e empresários, só assim é possível mudar o paradigma” daquela que diz ser “a triste realidade” de Cuba, prossegue.

“O desenvolvimento económico do concelho tem que forçosamente passar pelas empresa e empresários”, porque “querer fazer da Câmara Municipal a maior empresa do concelho é pura ficção e uma enorme contradição”.

O ex-presidente defende que o próximo(a) candidato(a) não pode ter “medo de arriscar, pois só assim o concelho pode vir a ser uma terra de oportunidades para as futuras gerações”.

“Se não houver coragem política e uma forte determinação, o concelho nunca vai sair do marasmo, imobilismo, sonolência a apatia”, refere.

Francisco Orelha salienta ainda que o “próximo executivo da Câmara não pode dar seguimento e continuidade ao trabalho da CDU (…)”.