Do fundo à superfície, terra é motor de desenvolvimento em Aljustrel

No concelho de Aljustrel a paisagem está a mudar à semelhança de todo o Alentejo.

A “vila mineira”, conforme é conhecida, olha para a agricultura como uma alternativa às minas.

Alqueva plantou neste concelho uma nova esperança e novas culturas rasgam o horizonte.

Nelson Brito, presidente da Câmara de Aljustrel, fala mesmo numa “revolução agrícola” em curso.

Em entrevista ao “Aljustrel, concelho empreendedor”, uma publicação do município lançada pela Feira do Campo Alentejano que anima este fim-de-semana o concelho, Nelson Brito frisa que “o sucesso do Alentejo passará muito pela capacidade produtiva em termos de agricultura”.

Na opinião do autarca, a região e o concelho têm pela frente desafios, “desde logo ambientais”. Em seu entender, é necessário conciliar as questões económicas com a preservação ambiental.

O presidente do município acredita que as agroindústrias vão instalar-se no concelho, logo que a produção ganhe “escala”.

Os investidores estão atentos à nova realidade do concelho.

Os responsáveis pelo fundo One Route Investment olham para o este território como “a nova Califórnia”.

A empresa RPK Biopharma, tem prevista a criação de uma unidade de produção de “cannabis medicinal” na freguesia de São João de Negrilhos. O investimento de cerca de 45 milhões de euros que estima a criação de 200 novos postos de trabalho directos. Este foi mesmo um dos temas em destaque no dia de inauguração da Feira do Campo.

O certame dá a conhecer as potencialidades de Aljustrel, “terra viva com futuro”.

Entre o zinco e a cannabis, no fundo ou à superfície, a terra continua a ser o sustento dos aljustrelenses.