EDIA anuncia maior bosque ripícola de Portugal

A EDIA plantou 65 mil árvores de várias espécies como medida de compensação pela área a submergir no Rio Ardila, aquando da criação da Albufeira de Pedrógão.

Hoje, anuncia a EDIA, “nas cabeceiras deste afluente do rio Guadiana, existe o maior bosque ripícola de Portugal plantado pelo homem”.

São três as espécies de árvores que compõem este bosque e que ocupa uma área com cerca de 200 hectares contínuos ao longo das margens da albufeira de Pedrógão: Choupos, Freixos e Lódãos.

A largura deste bosque chega a atingir os 800 metros, 400 para cada margem, criando “um verdadeiro oásis para a fauna e flora característica destes habitats, como são o caso das aves, entre elas várias espécies de Pica-pau, que encontra na madeira macia dos Choupos, o lugar ideal para “escavar” os seus ninhos”, revela a EDIA.

Segundo a mesma fonte, “a intervenção implementada nas cabeceiras do Rio Ardila teve como base o primeiro nível que, para além da compensação da galeria ripícola então existente no rio Ardila, visou a criação de um filtro natural para as escorrências que afluem à albufeira, melhorando a qualidade da água, ao mesmo tempo que as próprias árvores constituem agora exemplares dadores de sementes para a regeneração do próprio bosque, hoje muito visível”.

Para chegar até aqui, a EDIA “geriu esta área de forma criteriosa, nomeadamente regando os jovens exemplares das diversas árvores até à sua fixação e impedindo que o gado invadisse este território e destruísse a vegetação”.