Eleitos da CDU apelam à maioria PS para que “pressione” o Governo

Os eleitos da CDU na Câmara de Beja apelam à maioria PS para que “pressione o Governo a projectar o inicio das obras do novo “Palácio da Justiça” nos prazos que estavam previstos”.

De acordo com notícias vindas a público, o Ministério da Justiça prevê a conclusão do designado “Palácio da Justiça” de Beja para 2022.

Para os Comunistas, este é “mais um sinal claro do abandono a que o Governo vota a região e os projectos estruturantes para o seu desenvolvimento”.

Os eleitos da CDU lembram que o Protocolo com o Município, assinado em 2016, previa 3 anos para a conclusão de todos os procedimentos necessários e entrada em funcionamento deste equipamento.

Vítor Picado, vereador da CDU na Câmara de Beja, fala numa “conivência e cumplicidade inaceitáveis para com a discriminação negativa que é feita pelo Governo do Partido Socialista para com o concelho e distrito, como vem acontecendo noutros sectores com a complacência dos responsáveis concelhios e regionais de autarcas e outros dirigentes do PS”.

Em reacção a estas acusações, Luís Miranda, vice-presidente da Câmara de Beja, mostra-se indignado. O autarca lembra que o anterior executivo da CDU, do qual fazia parte Vítor Picado, assumiu em Novembro de 2016 o compromisso, perante o Ministério da Justiça, de elaborar o projecto do edifício em seis meses.

Tal nunca aconteceu, e só ontem os projectistas a quem o anterior executivo da CDU entregou o trabalho, enviaram a versão final do mesmo ao Mistério da Justiça.

Luís Miranda estranha que esta tomada de posição da CDU surja no dia em  que o projecto foi concluído.

Sem projecto não é possível lançar o concurso público e sem concurso público não há obras, lembra o vice-presidente da Câmara de Beja.

De acordo com o autarca, o protocolo assinado pela maioria CDU com o Governo prevê que, após a aprovação do projecto de arquitectura, o Ministério concretize a obra num período de 3 anos. O prazo ainda nem começou, alerta Luís Miranda que classifica de “irrealistas” as metas temporais da CDU pois estão “desfasadas dos protocolos que assinaram”.