“Em Odemira só não trabalha quem não quer”

A edição deste ano da Feira das Actividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira (FACECO), reflectiu a dinâmica económica que o maior concelho de Portugal está a viver.

A energia da agricultura, agropecuária e florestas, aliadas ao vigor do sector turístico, que tem crescido, “a olhos vistos”, nos últimos três anos, originou grande desenvolvimento do sector económico no concelho.José Alberto Guerreiro afirma mesmo que “em Odemira só não trabalha quem não quer trabalhar”. O presidente da câmara garante que, dentro do seu concelho, não há casas para alugar, apartamentos disponíveis para vender e que toda a gente tem trabalho. “Há oportunidades de trabalho para todos”, conclui o edil.

A Rota Vicentina foi uma mais-valia em termos turísticos para os municípios da região. No sector, neste momento, a grande dificuldade é encontrar mão-de-obra, principalmente para empresas na área do turismo e restauração, assegura a câmara.

Em relação à agricultura que se faz no litoral, onde Odemira está incluída, cerca de 55 empresas, sediadas no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, “facturam anualmente 150 milhões de euros”, revelou Luís Medeiros Vieira, secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, durante a sua visita à FACECO.

Em 2016, só as empresas que produziram frutos vermelhos no litoral alentejano exportaram 117 milhões de euros.

Esta dinâmica económica levou o governante a afirmar que “Odemira é exemplo de um interior com futuro”.