“Facada” e “ingerência” são as reacções à posição da Força Aérea

A Força Aérea Portuguesa (FAP) deu um parecer desfavorável ao projecto de instalação de uma escola de pilotos no aeroporto de Beja. A revelação foi feita à Rádio Pax por Paulo Arsénio, presidente da Câmara de Beja.

O autarca afirma que o processo estava “fechado” com os diversos parceiros: Instituto Politécnico de Beja, ANA Aeroportos e Câmara de Beja.

Previa a instalação de várias aeronaves, 150 alunos e 30 pilotos, instrutores e mecânicos.

A Força Aérea considera que seria prejudicial para a sua missão a escola de pilotos, mais ainda quando se prevê a transferência de esquadras do Montijo – onde será construído o novo aeroporto- para Beja.

Filipe Pombeiro, membro da Plataforma Alentejo, presidente da Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral, sublinha que este investimento era “muito importante” para Beja e para a região.

Em seu entender, trata-se de uma situação “inconcebível”, resultante de uma “ingerência” da Força Aérea nas operações do aeroporto de Beja.

Filipe Pombeiro receia que este episódio se possa “replicar” no futuro com a instalação de novas esquadras militares na Base Aérea de Beja.

“É mais uma facada do poder central no Aeroporto de Beja”, conclui Filipe Pombeiro.

Florival Baiôa, membro do movimento “Beja Merece+” lamenta que continue a existir um “travão” aos projectos de investimento para Beja.

“Estamos ligados directamente por um umbigo maligno ao Montijo”, acrescenta o mesmo responsável.

O movimento defende que sejam feitos investimentos importantes para a região dentro do aeroporto civil de Beja.

A Rádio Pax questionou a Força Aérea sobre esta matéria, mas ainda não obteve qualquer resposta.