Federação da CGTP acusa Governo de não “fazer nada” para resolver problemas em Odemira

A FESAHT-Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal vem, em comunicado, referenciar aquela que diz ser a “indignação generalizada que se instalou sobre a crise relativa às condições de vida e de trabalho dos imigrantes que trabalham na agricultura em Odemira”.

Para a federação é “surpreendente, pelo facto de, na sua maioria” esta indignação é “proveniente de agentes que, até aqui, sempre desvalorizaram o problema, desvalorizando os próprios trabalhadores, em função dos interesses corporativos latifundiários que tomaram conta do setor agrícola na região”.

No comunicado enviado às redações, FESAHT diz que “há quase meia década”, que tem vindo a “alertar, tanto para as péssimas condições laborais e de habitação a que estes trabalhadores estão sujeitos, como para o seu contínuo agravamento”.

A federação acusa a “ACT, o Ministério da Agricultura e o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social de nada terem feito” para resolver estas situações.

A FESAHT vai mais longe, e diz mesmo, que o “Governo é o principal responsável pela situação a que se chegou”, e que “estes problemas graves não se passam apenas em Odemira”, mas sim, “são um problema geral nas atividades agrícolas, onde a atividade sindical é proibida e os direitos dos trabalhadores espezinhados”.