Fortes preocupada com falta de “capacidade para armazenar bagaço de azeitona”

A Associação Ambiental Amigos das Fortes vem em nota de imprensa mostrar a sua preocupação face a algumas notícias da imprensa escrita que dão conta de que “a capacidade estática de armazenamento das unidades de receção de bagaço de azeitona está “praticamente esgotada”.

Segundo a nota de imprensa enviada às redacções “as três grandes unidades de receção de bagaço de azeitona proveniente dos lagares que processam toda a azeitona produzida no Alentejo já têm grande parte da sua capacidade estática de armazenamento esgotada e que pode “(…) originar um verdadeiro caos ambiental ao não haver onde colocar aquele bagaço de azeitona”.

Para os Amigos das Fortes “esta constatação, coloca em evidência as fragilidades do modelo de desenvolvimento e exploração do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA)” (…).

“O anunciado investimento de mais olival a qualquer custo sem olhar aos meios necessários que acompanhem este crescimento, está à vista de todos”.

A Associação considera que “se nada for feito, situações como a da aldeia das Fortes se venham a multiplicar à medida que acresce a pressão para aumentar a capacidade de laboração das unidades industriais de extracção do óleo do bagaço de azeitona, e a abertura de novas fábricas”.

Fátima Mourão, da Associação Ambiental Amigos das Fortes disse à Rádio Pax que a localidade das Fortes, em Ferreira do Alentejo é “o lado negro” que mostra que vale tudo para a indústria do olival crescer”.

Recorde-se que naquela localidade existe uma fábrica de secagem de bagaço de azeitona, que segundo a Associação “é um problema ambiental e de saúde pública”, em que os “moradores “são fustigados por fumos e cheiros muito intensos”.