Fórum Mértola: “faltam políticas públicas locais para enfrentar impactos das alterações climáticas na agricultura”

“A agricultura tem que ser encarada de outra forma pela autarquia de Mértola” foi o denominador comum que se destacou nas intervenções dos participantes no 3º encontro/debate do Fórum Mértola Participação e Cidadania”, realizado no passado fim-de-semana.

A iniciativa reuniu mais de 70 participantes, durante mais de 4 horas, para falar de agricultura, rendimento e sustentabilidade.

Em comunicado, o Fórum Mértola faz o balanço do evento, salientando, em primeiro lugar, “o papel determinante dos agricultores na criação, protecção e valorização da biodiversidade e da sustentabilidade ambiental e territorial do concelho de Mértola, ao longo das últimas décadas”.

“A falta de políticas públicas locais para enfrentar os impactos das alterações climáticas na agricultura do concelho” foi, também, uma das conclusões apontadas pelo Fórum.

Os participantes destacaram, também, “a necessidade de adoptar um outro modelo, mais adequado, de transição agroecológica que envolva a participação dos agricultores locais e que tenha em conta a representatividade efectiva da agricultura face à horticultura”.

Além disso, houve também consenso quanto ao “papel determinante que as parcerias, entre o poder local e os agricultores, deveriam assumir no trabalho de influenciar a definição das políticas públicas nacionais, decorrentes da nova PAC, tendo em consideração a importância estrutural da actividade agrícola para a criação de emprego, rendimento e sustentabilidade para as pessoas e a comunidade”, revela o comunicado.

Nesta terceira sessão da iniciativa, foram, igualmente, analisados “os previsíveis impactos negativos no território de Mértola e, mais especificamente, no rio Guadiana do projecto da tomada de água no Pomarão para abastecimento do Algarve”.

De acordo com a nota de imprensa, esta “foi uma questão que mereceu referência por mais do que um participante” e que “será objecto de um próximo encontro debate do Fórum, dada a necessidade de partilha de informação e o facto de que o tema não tem merecido qualquer atenção nem posição pública por parte da Câmara Municipal”.

Até lá, já está agendado para o início de maio, o próximo encontro/debate que abordará a temática da Juventude.