Hospital Central em Évora não pode “menorizar” outros hospitais

A criação do Hospital Central do Alentejo, em Évora, “não pode implicar a menorização dos demais hospitais do Alentejo e a capacidade de financiamento de Serviços e equipamentos destes”. Esta foi uma das conclusões saídas de uma reunião dos Conselhos Sub-Regionais de Beja, Évora, Portalegre e Setúbal da Ordem dos Médicos.

No encontro, os Conselhos Sub-Regionais assumiram o compromisso de “contribuir para uma solução que salvaguarde os interesses da Saúde global do Alentejo, como factor de desenvolvimento geral e de fixação de população”.

Assim serão iniciados os trabalhos para “conhecimento das necessidades sectoriais da Saúde no Alentejo, quer hospitalares, quer de Cuidados Primários” e elaborada “uma proposta integrada das necessidades identificadas”.

Os Conselhos Sub-Regionais pretendem ainda saber se existe algum estudo técnico que fundamente a necessidade de criação de um Hospital Central em Évora.

Pedro Vasconcelos, presidente do Conselho Sub-Regional de Beja da Ordem dos Médicos, admite que a criação de um Hospital Central do Alentejo, em Évora, iria “secar por décadas a capacidade de investimento nos outros hospitais”.

Esta foi a primeira reunião dos Conselhos Sub-Regionais de Beja, Évora, Portalegre e Setúbal da Ordem dos Médicos. Nos trabalhos ficou decidida a realização de reuniões periódicas para troca de informações sobre a saúde no Alentejo.