Queixoso e testemunhas deslocaram-se propositadamente da Covilhã até Beja. Quando chegaram ao Tribunal, meia hora antes da hora marcada para a sessão, ter-lhes-á sido dito por uma funcionária que a juíza não estava presente “por falta de transporte” de Moura para Beja.
Em causa está o processo de insolvência de uma empresa de segurança com sede em Beja. O homem, antigo funcionário a quem são devidos 7 mil euros, viajou da Covilhã com quatro testemunhas. Nas viagens, o homem estima gastar cerca de 200 euros. Valor que irá duplicar uma vez que a audiência será marcada para nova data.
Contactado pela Rádio Pax, o Primeiro-Juízo do Tribunal de Beja confirmou a falta de comparência da magistrada na audiência. A juíza terá alegado ter a viatura pessoal na oficina. A magistrada terá dito ainda não haver táxis disponíveis na cidade de Moura devido à hora da audiência ter coincidido com o funeral de um taxista onde compareceram a maioria dos motoristas da cidade.
O homem promete fazer chegar o caso ao Conselho Superior da Magistratura.