Manuel Felicio: Energia

Hoje vou falar sobre energia.

Energia essencial para a nossa vida combustíveis fósseis para os nossos veículos, quer pessoais quer de transporte publico, os pesados de transporte de mercadorias, e passageiros, barcos e aviões.

Eletricidade para a industria, comercio serviços e consumo doméstico,

produzida a partir das mesmas fontes fósseis, bem como das renováveis, hídrica,

Solar e eólica.

Portugal como é sabido não tem combustíveis fósseis, carvão, petróleo ou gás natural,

e como tal tem de os importar. A conjuntura atual vem demonstrar como os preços desses bens são voláteis, e podem alterar-se dramaticamente em questão de dias.

Há uma outra fonte de energia para produção de eletricidade que é a nuclear.

Goste-se ou não( e não é disso que esta em causa) a verdade é que a energia nuclear  e a única fonte de produção de eletricidade que nos pode dar garantias futuras de fornecimento e preços. Com fornecimento contínuo e não intermitente como é o caso das renováveis.

A grande questão da energia nuclear é a segurança.

Segurança do funcionamento dos reatores , e do armazenamento dos resíduos, e

segurança da própria central garantindo que à mesma não poderá ser dado outro uso que não o de produção de energia limpa. A última premissa, está garantida em Portugal, pela situação geopolítica e as primeiras duas também.

No inicio deste ano entrou em funcionamento na Finlândia, uma nova central nuclear, a primeira em 40 anos, com a mais recente tecnologia de reatores nucleares. Além disso estão a ser construídas instalações subterrâneas (450m de profundidade) para armazenamento eterno dos resíduos.

A Holanda anunciou a construção de duas novas centrais nucleares como forma de cumprir as metas climáticas. Em França, o presidente Macron, anunciou planos para construir até 14 reatores nucleares.

A comissão europeia prepara-se para reconhecer a energia nuclear e o gás como verdes.

Em Portugal nem discussão existe. Não se fala do assunto como se não importasse ou fosse assunto encerrado, sobre o qual a população não se deve pronunciar. Há muita falta de informação, técnica e discussão sobre o assunto expurgada de ideologias.

À imagem da regionalização, que depois do NÂO  no referendo de 2 de novembro de 1998,vai sendo implementada duma forma encapotada sem que a população disso se aperceba.

 Há que estar atento, agora mais do que nunca.

Manuel Felício

Agente de seguros e Social-Democrata