Miguel Ramalho: Acreditar no futuro

Beja é a única capital de distrito cujo Hospital não tem equipamento de ressonância magnética.

Beja é a única capital de distrito que não está ligada ao resto do país por autoestrada.

A ligação ferroviária a Beja é feita através de um ramal. 

Beja, capital de distrito, espera há anos pela construção de um Palácio de Justiça cujas obras não avançam porque ainda não houve efetivamente vontade política de as fazer avançar.

Beja tem um aeroporto que ‘não levanta voo’!

Beja é o distrito cuja média das reformas é a mais baixa do País.

Beja é um distrito que em 6 anos de Governo do Partido Socialista não teve qualquer investimento.

No dia 30 de janeiro, o distrito de Beja, tal como o País, foi a votos, e Beja comportou-se como o resto do País, dando aos principais responsáveis por esta situação um cheque em branco para continuar, agora de mãos ainda mais livres, uma política que nos tem penalizado, que nos tem discriminado, que nos tem tratado como portugueses de segunda.

A repetir-se a história, da postura anterior do PS em situações idênticas -basta lembrar que os piores ataques aos direitos laborais nos quase 50 de democracia foram consumados por governos deste Partido -as perspetivas não são muito animadoras.

Em termos de desenvolvimento da região, se com a postura nestes 6 anos se verificou este brinde eleitoral, pode levar ao entendimento que este povo aguenta tudo!

Por outro lado, a conjuntura é propicia ao crescimento da sobranceria, da arrogância, do revanchismo, do nepotismo, da corrupção, consolidando e alargando a rede clientelar político partidária, prática já preocupante na região, a que nos habituaram alguns, muitos, responsáveis políticos regionais do Partido do Poder, porque se o ‘crime’ compensou o sentimento de impunidade pode vir a crescer.

Resta-nos a todos uma atenção redobrada e a continuação da luta em defesa do desenvolvimento regional, uma postura de combate às desigualdades sociais, sejam quais forem as adversidades que venham a resultar desta nova realidade.     

Miguel Ramalho

Presidente da União de Freguesias de Santiago Maior e S. João Batista