Museu do Sembrano discute metalurgia do cobre

No âmbito da exposição “Sob Terra e as Águas- Porque há sempre Novas Histórias para contar…”, é esta noite, pelas 21h30, realizada a conferência “A Metalurgia do Cobre no Sul de Portugal entre 3000 a 800 a.C”. A iniciativa surge no âmbito das intervenções arqueológicas promovidas pela EDIA, no âmbito do Projecto de Alqueva, como medida de salvaguarda e de minimização dos impactes no Património Arqueológico.

A metalurgia do cobre surge no Sul de Portugal no Calcolítico, na primeira metade do III Milénio a.C. O metal é produzido a partir da redução de óxidos e carbonatos de cobre, minérios que podem também conter arsénio, os quais, ocorrendo à superfície ou muito próximo desta, são facilmente obtidos com uma tecnologia de mineração primitiva. Os artefactos produzidos têm formas simples – punções, machados planos, cinzéis – e são de cobre puro ou de cobre com concentrações variáveis de arsénio.

“O conhecimento nesta área e desta região aumentou exponencialmente após os quase 2 mil sítios arqueológicos intervencionados”, refere a EDIA, acrescentando ainda que para além de estar publicado em 18 volumes técnico/científicos, é igualmente disponibilizado publicamente em exposições e conferências temáticas regularmente promovidas pela EDIA.

Esta iniciativa tem como conferencistas António Monge Soares e Pedro Valério, do Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares, do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa.

A exposição “Sob a Terra e as Águas” pode ser visitada de terça a domingo, entre as 9:30h e as 12:30h e das 14:00h às 18:00h.