Há promessas que se arrastam e há obras que nunca saem do papel. A ampliação do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, está a tornar-se um exemplo do segundo caso, e a Federação do Baixo Alentejo do PS decidiu exigir respostas ao Governo antes que o Orçamento do Estado para 2027 chegue ao Parlamento.
Segundo uma nota de imprensa divulgada pelos socialistas, a ampliação e requalificação da unidade foi decidida pelo Governo do PS em dezembro de 2023 e ficou dotada no Orçamento do Estado para 2025, com um investimento estimado em 118 milhões de euros. Em agosto de 2024, a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo apontava o arranque das obras para o segundo semestre de 2026.
Esse prazo chegou, mas o cenário é outro. Dois anos depois, a obra não avançou e o concurso para o projeto de arquitetura nem sequer foi lançado. A ministra da Saúde tinha prometido abri-lo no início deste ano, e as peças do procedimento estão aprovadas pela ULSBA desde abril, sem que nada se tenha seguido.
O PS recorda ainda que, em junho, o deputado Pedro do Carmo questionou o Governo no Parlamento. A resposta, nas palavras dos socialistas, ficou aquém do esperado: o Executivo não soube indicar quando transferiria a verba e limitou-se a dizer que procurava a fonte de financiamento. Estamos em outubro e o concurso continua por lançar.
Com a proposta de Orçamento do Estado para 2027 prestes a ser apresentada, o PS exige que a ampliação do Hospital de Beja conste do documento, com verba inscrita e programação financeira até à conclusão da obra.
Os socialistas querem ainda que o Governo esclareça quando vai lançar o concurso, que financiamento está efetivamente assegurado e qual o calendário para que a obra avance em 2027, como foi prometido.
A mensagem final é dirigida a quem espera por melhores cuidados de saúde na região: os baixo-alentejanos já esperaram dois anos por um concurso e, afirma o PS, não podem esperar mais.