Odemira revê Plano de Integração de Migrantes

O Plano Municipal de Integração de Migrantes de Odemira, em fase de revisão, foi iniciado há 4 anos quando a Câmara identificou a necessidade de integrar os imigrantes, maioritariamente asiáticos, que chegavam ao concelho para satisfazer as necessidades de mão-de-obra no sector agrícola.

A autarquia assumiu o desafio e em conjunto com 43 parceiros públicos e privados foi criada a Comissão Local para a Interculturalidade, em 2014, a fim de minimizar as “assimetrias” sociais existentes.

De acordo com a Câmara de Odemira, há uma população fixa de 4 900 migrantes legalizados no concelho. De fora ficam aqueles que estão em mobilidade e que chagam no pico das campanhas agrícolas.

A Comissão Local para a Interculturaliade decidiu agora avançar com um segundo Plano que deverá manter as medidas desenvolvidas anteriormente com sucesso.

Deolinda Luís, vereadora da Câmara de Odemira, assegura que já foram investidos 777 mil euros a favor da integração dos trabalhadores estrangeiros.

A autarca garante que a população local já olha com menos receio para a presença dos migrantes.

Deolinda Luís frisa que o trabalho desenvolvido em Odemira é já um exemplo para outros concelhos que começam a sentir dificuldades com a integração de migrantes.

A vereadora admite que existem grandes desafios que vão muito para além da língua. Ao nível da saúde, educação e habitação é necessário continuar a procurar respostas para uma população de migrantes que continua a crescer. No caso da educação, por exemplo, dos 600 alunos do Agrupamento de Escolas de S. Teotónio, 200 são actualmente migrantes.

Deolinda Luís alerta que o território “não tem capacidade” para suportar um aumento significativo do número de migrantes face à previsível expansão dos investimentos no sector agrícola em resultado da ampliação do perímetro de rega do Mira.