Opinião: António Sebastião

Sempre tenho estado ao lado de Rui Rio na sua liderança no meu partido.

Estive na disputa eleitoral com Santana Lopes por entender que nessa altura era a melhor solução para o PSD e naturalmente para o País. A sua atitude corajosa demonstrada ao longo de todas as suas responsabilidades publicas, o não ter medo de enfrentar poderosos lóbis instalados, a seriedade e frontalidade que emanam da sua atividade política são atributos mais que suficientes para merecerem a confiança de quem deseja o melhor para o seu País numa perspetiva de sustentabilidade estratégica para dar resposta no presente e garantir o futuro com mais segurança.

A ideia sempre defendida por Rui Rio de o País está sempre primeiro e de que valerá apena liderar um Partido como o PSD, se daí resultar a possibilidade de desenvolver Portugal, aplicando políticas justas e corretas, com igualdade de oportunidades para todos e levando esse desenvolvimento a todo o lado do nosso território nacional, é, para mim, perfeitamente correta e revela um sentido de responsabilidade muito elevado e uma noção serviço publico igualmente elevada.

Essa postura de Rui Rio, foi a que apliquei durante toda a minha vida de intervenção política e continuo a aplicar enquanto desempenhei funções de responsabilidade autárquica, tanto no poder como na oposição e sempre em prol do meu concelho e da minha região.

Estes princípios são princípios base de qualquer político responsável e sério e na minha opinião não podem ser incompatíveis com o exercício de uma oposição forte, assertiva, dura e com propostas alternativas muito claras e concretas para as diversas áreas da vida política nacional. Antes pelo contrário, exigem essa oposição e exigem, em diversas circunstâncias, posições muito firmes, sobre situações que nos caiem em cima todos os dias, fruto de ações ou omissões deste governo que nos vai (des)governando todos os dias.

Os últimos acontecimentos no nosso vizinho concelho de Odemira  e mais recentemente noutras zonas do País, as declarações dum fulano, secretário de Estado, sobre um programa de investigação jornalística da televisão publica, as declarações do primeiro ministro sobre o líder da oposição numa entrevista televisiva, completamente deselegantes, grosseiras e improprias de um primeiro ministro, a questão da injeção de capital no novo banco, as concessões das barragens da EDP, e muitas outras situações que se vão passando, demonstram claramente que nós temos um poder político que não está á altura das necessidades do nosso País e que perante todos estes acontecimentos, a responsabilidade do PSD e do seu presidente, candidato a primeiro ministro ,aumenta substancialmente e exige uma oposição permanente, diária, clara, denunciadora de todas estas situações e que apresente aos portugueses alternativas muito concretas e muito entendíveis para os diversos setores da nossa vida coletiva.

Nós sabemos que o País precisa de reformas estruturais em diferentes áreas como a justiça, o nosso sistema político, a segurança social e outras e sabemos que estas reformas carecem de entendimentos partidários, nomeadamente entre o PS e o PSD, mas também sabemos que o PS não gosta de reformas e prefere governar a conjuntura sem cuidar do futuro.

Assim não adianta o PSD estar disponível para essas reformas importantes para o País, o que importa é trabalhar para que os portugueses percebem que o PSD tem projetos e tem uma estratégia e que necessita de ganhar a sua confiança para que através do seu crescimento as condições para a realização dessas reformas se tornem uma realidade.

Para terminar, muita atenção à nova legislação sobre as Forças Armadas.

Abertura para a discussão e alteração, e todo o cuidado com a posição já manifestada por personalidades que nos merecem todo o respeito como os Ex Presidentes da República Ramalho Eanes e Cavaco Silva.

António Sebastião

Vereador do PSD na Câmara Municipal de Almodôvar