Opinião: António Vitória

Agradecer à Rádio Pax por este espaço que me foi concedido para transmitir a minha opinião.

Esta minha crónica pretende chamar à atenção de questões por resolver e que são fundamentais para o desenvolvimento do distrito de Beja.

O IP 8, já há muito decidida a sua construção, tem sido uma promessa constante de todas as campanhas eleitoras, mas a capital do distrito continua a não ter ligação por autoestrada, temos estradas nacionais que ligam o IP2 a Beja cheias de buracos, às quais querem agora fazer umas circulares em Beringel e Figueira de Cavaleiros para esquecer a construção do IP8 Sines – Vila Verde de Ficalho.

A ferrovia que continua à espera da eletrificação, continuando a circular automotoras entre Beja e Casa Branca com muito poucas condições para transportar pessoas. Recorda-se que já se tinha acabado com a ligação a Moura, mais recentemente acabou-se com a ligação ao Algarve e acabou-se com o comboio intercidades Beja – Lisboa.

O Aeroporto de Beja construído e pronto a ser utilizada ao serviço do desenvolvimento da Região e do País, continua quase sem utilização.

O Hospital de Beja que logo após a sua construção se começou a falar na segunda fase, viu rejeitada na Assembleia da República pelo voto contra do PS e abstenção do PSD, a proposta do PCP de aprovação de verbas no Orçamento do Estado de 2021 para o projeto de remodelação. (da 2ª fase).

Vivemos numa região que se vai desertificando, os nossos filhos e netos não encontram outra solução senão procurar emprego noutras regiões do país ou no estrangeiro.

 Sem boas acessibilidades, sem bons serviços de saúde, sem o devido investimento na educação e na cultura não há desenvolvimento.

 Os governos PSD e PS abandonaram o distrito, não investiram nestas áreas fundamentais.

A par de um investimento numa agricultura sustentável, na indústria, com destaque para as minas, no apoio às PMEs, é preciso investir nas estradas e ferrovia, no aeroporto que está parado, na educação, e no apoio à cultura que é quase inexistente.

Não é com esta política que o distrito se desenvolve, que tem tido como consequência a desertificação e o despovoamento.

É uma política esgotada, é preciso uma política ao serviço das populações e do desenvolvimento do distrito. Uma política patriótica e de Esquerda.

António Vitória

Dirigente do PCP