Opinião: Pedro Do Carmo

A escolha de sempre, ficar do lado da solução ou dos problemas.

Em breve, a 26 de setembro, somos todos chamados a participar na escolha dos autarcas para as nossas terras.

Este é um tempo de muito ruído, mas o que está em causa, agora como sempre, é escolher entre mulheres e homens que se colocam do lado da construção de soluções e os que se colocam do lado dos problemas, sublinhando sem resolver, contestando sem estar disponível para participar nas respostas.

Sempre procurei estar do lado das soluções, fazer mais do que falar. É o que fiz em Ourique, é o que faço em Lisboa como Presidente da Comissão parlamentar de Agricultura.

A pandemia sublinhou a importância da nossa agricultura e o contributo do Baixo Alentejo para a resiliência do setor, que segundo o Instituto Nacional de Estatística, foi muito superior a outras atividades económicas. Com a assinatura do Baixo Alentejo, a agricultura nacional aumentou as exportações e diminuiu as importações.

E isto aconteceu porque, apesar dos pessimistas e dos que criticam sem apresentar alternativas para o nosso Mundo Rural, houve quem apostasse no Alqueva, quem investisse e quem produzisse bens de excelência para o mercado nacional e para exportação. Os nossos agricultores e os criadores estiveram do lado da solução, quando outros se ficaram por sublinhar os problemas. Foi isso que aconteceu em Ourique com a fileira do porco alentejano e com a instalação da fábrica Montaraz, em Garvão.

A memória e o presente reforçam a importância de escolher quem esteja do lado das soluções.

Quem respondeu à emergência da pandemia sem esperar por outros patamares de poder.

Quem responde às pessoas e aos territórios sem sacudir a água do capote para Lisboa ou Bruxelas.

É preciso votar a 26 de setembro e dar esse sentido de futuro à região e ao país.

Sem aventuras nem desvios, concentrados no essencial, construir soluções para as pessoas e as nossas terras.

Pedro do Carmo

Deputado do PS