Opinião: Tadeu Freitas

Banco Alimentar e a transparência das instituições

Quero antes de mais aproveitar para cumprimentar todos na esperança de que se encontrem bem. Para hoje trago-vos um tema que me parece ser de extrema importância para a sociedade solidária, a transparência das instituições sociais. 

O Papel do Banco Alimentar contra a fome é lutar contra o desperdício alimentar, no entanto face às solicitações vê-se obrigado a encontrar outras fontes de angariação de alimentos. O destino desses alimentos são as famílias carenciadas da área CIMBAL, no entanto existem interlocutores que recebem do Banco Alimentar esses bens e são estes que entregam as famílias os cabazes de alimentos.

Com isto o Banco Alimentar contra a Fome, e especificamente o de Beja, encontra-se a efetuar neste momento um levantamento exaustivo e pormenorizado das instituições que são Beneficiárias, e a criar procedimentos para que seja totalmente transparente o destino dos alimentos, o que já o era mas estes procedimentos vêm documentar essa transparência.

Se este procedimento pode parecer cansativo traz de certeza uma garantia e segurança para os doadores. Este fator é de extrema importância num momento em que as instituições estão desacreditadas, na sua maioria resultado de fakenews, hoje uma doença social.

Deseja-se num futuro próximo, para o bem de um pais solidário, que as instituições consigam de forma cabal demonstrar uma transparência tal que torne totalmente impossível o aparecimento de notícias negativas a seu respeito.

Sejamos todos críticos acerca do trabalho das instituições, mas também participativos para uma sociedade mais justa e humanitária.

Tadeu Freitas

Presidente do Banco Alimentar em Beja