Orçamento da Câmara de Moura divide CDU e PS

A CDU de Moura votou contra o Orçamento da Câmara para 2019.

Se em 2018 a CDU dizia que “a montanha pariu um rato”; agora afirma que o “rato manter-se-á quieto, sem rumo”.

Em nota enviada às redacções, os comunistas realçam que “a inércia e a falta de estratégia do executivo municipal do PS leva a que as Grandes Opções do Plano fiquem aquém do que é necessário para o concelho de Moura”.

Os eleitos da CDU acusam ainda a maioria PS na Câmara de manter “uma orientação que vai do assistencialismo à injustiça social, de que são exemplos os incentivos à natalidade e a redução na participação variável no IRS que beneficia as pessoas com mais rendimentos”.

Os comunistas criticam ainda a “ausência de medidas consistentes na área da eficiência energética e da eficiência hídrica e previsão de investimento residual a nível do abastecimento de água e águas residuais”.

André Linhas Roxas, vereador da CDU, afirma que o Orçamento não apresenta nada de novo.

O PS já reagiu a estas críticas. A concelhia socialista de Moura frisa que a CDU ao votar contra o Orçamento vota contra “a atribuição de vários apoios na área social e da educação”, “a Regeneração e Qualificação Urbana”, o planeamento, a transferência de mais verbas para as freguesias e continuação do pagamento das dívidas do passado.

Em nota de imprensa o PS cita investimentos previstos como a construção do Terminal Rodoviário; a requalificação urbana da Rua do Poço e Rua dos Ourives; a conclusão da empreitada de reabilitação da Torre do Relógio, em Amareleja; a conclusão da empreitada de reabilitação do Bairro do Carmo, em Moura; a reabilitação do edifício para instalação do Centro Documental da Oliveira; a requalificação do Largo das Ameias em Safara; a construção do novo Cemitério Municipal – fase 1; requalificação do espaço público envolvente ao Museu Municipal e a construção da Via Pedonal na Estrada Nacional 255.

Na opinião da concelhia de Moura do PS “tanta coisa que mudou… só a CDU é que não vê…”.

Rui Apolinário, presidente da concelhia de Moura do PS, acua a CDU de falta de “coerência” ao votar contra um documento onde constam algumas das intervenções previstas pelo antigo executivo comunista.