Paulo Arsénio apela “ao sentido de responsabilidade” da oposição

A Câmara Municipal de Beja e a Assembleia Municipal tomaram posse esta segunda-feira, dia 18 de outubro.

A instalação dos órgãos municipais do concelho de Beja, para o mandato 2021-2025, decorreu no auditório do Pax-Julia Teatro Municipal.

O novo executivo da Câmara de Beja é constituído por Paulo Arsénio, Rui Marreiros e Marisa Saturnino eleitos pelo PS, Vítor Picado, Fátima Estanque e Rui Eugénio, eleitos pela CDU e Nuno Palma Ferro eleito pela coligação «Beja Consegue».

Salientando que, desde 2001, não era reeleito um presidente da Câmara de Beja, Paulo Arsénio frisou que “neste mandato que se inicia as responsabilidades aumentam”.

“Aumentam” para os eleitos socialistas, “com um quadro de vereação diferente do anterior”, afirmou o autarca, dizendo, contudo, que aumentam, também, “para todos os partidos políticos representados na Câmara Municipal e na nova Assembleia Municipal”.

Paulo Arsénio considerou que “de cada um dependerá o caminho” que irá ser feito neste mandato, dizendo “estar certo que todos estão à altura das responsabilidades que em cada um foram colocadas”.

Apelou ao “sentido de responsabilidade” da oposição, solicitando “que sejam dadas ao executivo em permanência da força maioritariamente votada as mesmas condições que foram dadas aos executivos liderados pelos comunistas José Carreira Marques (2001-2005) e por Francisco Santos (2005-2009).

Apesar de os eleitos do PS não terem maioria na Assembleia Municipal (AM)- tendo 16 dos 33 membros – para a eleição da mesa, houve entendimento e a lista proposta pelo PS foi aprovada, por unanimidade.

Nesse sentido, Conceição Casanova foi eleita presidente da Assembleia Municipal, António Barahona, da CDU, foi eleito 1º Secretário e Manuel Covas Lima, da coligação “Beja Consegue”, liderada pelo PSD, 2º Secretário.

Conceição Casanova salientou o facto de ser “uma mesa tripartida”, o que na sua opinião “demonstra a maturidade da democracia”.

Além disso, assegurou “um compromisso de uma franca e leal cooperação, quer entre os membros da Assembleia Municipal, quer com o executivo agora empossado”.