PCP considera que o “Estado deve criar condições” de adaptação para os agricultores

O PCP participou nas XI Jornadas da FENAREG, que decorreram na semana passada, em Montes Velhos, no concelho de Aljustrel. Durante a acção foi analisado o Contributo para o desenvolvimento de uma estratégia nacional para o Regadio a 2050.

João Dias, deputado do PCP eleito por Beja, deixou não só um conjunto de preocupações, mas também soluções que no entender dos comunistas “são fundamentais para o futuro da agricultura e do regadio no Alentejo e em Portugal”.

Em nota de imprensa enviada à Rádio Pax, o partido considera que “Alqueva atribui um potencial à região (…) que pode e deve contribuir para reduzir o défice agro-alimentar e salvaguardar a soberania alimentar do País, aumentar exportações e reanimar o mundo rural na sua zona de influência”.

“Um Alentejo desenvolvido com a ajuda de Alqueva não será possível sem os agricultores, deve haver a preocupação com a sua formação e com o acompanhamento na transformação das suas explorações”, considera o deputado.

João Dias disse à Rádio Pax que é “necessário dar respostas aos agricultores, que sentem dificuldades, principalmente na adaptação às culturas de regadio”. Em seu entender, o “Estado deve criar condições” de adaptabilidade para esses agricultores.

Para o PCP, “o Alentejo não pode continuar a ser encarado apenas como uma região fornecedora de matérias-primas baratas e sem valor acrescentado, assim como a terra não pode continuar a ser encarada como um negócio, mas sim como um instrumento de produção que é”.

O parlamentar refere que “apostar toda a potencialidade de Alqueva em apenas uma cultura seria um grave erro estratégico”, uma vez que “Alqueva deve também dar resposta ao desemprego”.