PCP diz que “saúde não pode ser algo de compra e venda”

O PCP questionou o Governo sobre o encerramento das extensões de saúde e das consultas nos cuidados de saúde primários no distrito de Beja.

Os comunistas querem saber qual é a justificação do Governo para o encerramento das extensões de saúde, que deixam “os utentes privados do acesso a cuidados de saúde de proximidade (…) e quais são as medidas urgentes para assegurar o funcionamento das extensões de saúde do distrito de Beja”.

O PCP pergunta ainda à Ministra da Saúde, se o “Governo não entende que o encerramento das extensões de saúde deixa ainda mais exposta, ao contágio da Covid-19, uma população frágil sobretudo com diversas características de ordem demográfica, económica e de mobilidade”.

No distrito de Beja, foram canceladas todas as consultas nas sedes e extensões dos centros de saúde, tendo mesmo sido encerradas a quase totalidade das extensões de saúde por tempo indeterminado, com a justificação de que são medidas inseridas nos planos de contingência Covid-19.

Para o PCP “no momento atual do combate ao surto epidémico, ainda é mais necessário garantir o funcionamento adequado das extensões de saúde (…) com a adoção de medidas sanitárias, de prevenção e de proteção do contágio (…)”.

Os comunistas dizem entender, que “as medidas necessárias para prevenir” o novo Coronavírus “trouxeram para primeiro plano a importância da defesa dos serviços públicos, onde a saúde assume particular relevância, mas alertam o Governo dizendo que “todas as outras doenças, crónicas, agudas e urgentes, não estão de quarentena (…)”.

Tento em conta esta situação, a “ULSBA apenas disponibilizou um número de telefone e um e-mail [às portas das extensões de saúde]”, refere João Dias deputado do PCP eleito por Beja.

O deputado refere ainda que é importante que o Governo aprenda que “o SNS público é essencial para a população”, sendo que a saúde não pode ser “algo de compra e venda”.