Presidente da Federação socialista do Baixo Alentejo arrasa CNE

Pedro do Carmo, presidente da Federação do Baixo Alentejo do PS, considera que a interpretação feita pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) da lei relativa à publicidade institucional das entidades públicas, neste período eleitoral, não tem “pés nem cabeça”.

Na opinião de Pedro do Carmo, presidente da federação “o Portugal Democrático que perfaz 45 anos em 2019 continua a ter um conjunto de instituições desfasadas da realidade, sem senso e com permanente procura de oportunidades para tentar demonstrar que a sua existência ainda faz algum sentido”.

Numa nota enviada às redacções, o líder do PS no Baixo Alentejo sublinha que “neste tempo, do digital e da diversidade de fontes de informação, a Comissão Nacional de Eleições constitui-se como uma dessas entidades: sem senso, sem sentido do tempo e sem noção da realidade”.

Pedro do Carmo adianta que “querer que as Autarquias locais, durante o período eleitoral para o Parlamento Europeu, suspendam a sua acção, prevista em planos de actividade e orçamento, sustentada em oportunidades de aproveitamento de financiamentos comunitários ou impulsionadas pelas dinâmicas das comunidades e dos territórios é, no mínimo, ridículo”.

E explica: “É ridículo porque os protagonistas locais não têm interferência numa eleição que se destina a eleger os representantes nacionais no Parlamento Europeu”.

A Federação do Baixo Alentejo do Partido Socialista “recusa esta visão tacanha da CNE, sustentada na interpretação de mais um resquício da governação PSD/CDS”.

Pedro do Carmo conclui: “Já houve uma ex-líder do PSD [Manuela Ferreira Leite] que defendeu que se calhar era melhor suspender a Democracia por 6 meses. Pelos vistos há quem partilhe essa ideia: a Comissão Nacional de Eleições”.