Professores acusam Ministério de fomentar precariedade na profissão

O Sindicato entende que o concurso em causa apenas é extraordinário pelo facto das “vinculações irem muito além do que seria a intenção do Ministério” e que não “correspondem às necessidades reais das escolas”, uma vez que “desde 2006 saíram dos quadros 30 mil docentes e apenas entraram 3 mil”

Manuel Nobre, presidente do Sindicato de Professores da Zona Sul, refere o desrespeito pela Directiva Comunitária que diz que “todos os docentes com mais 3 anos de serviço deverão pertencer aos quadros da função pública”. A média de anos de serviço dos professores vinculados através desde concurso fixa-se nos 14 anos de serviço.

Também os vencimentos são postos em causa pelo SPZS uma vez que os professores agora vinculados, apesar de serem considerados docentes de carreira, continuam com o mesmo salário que em regime de contrato. O Sindicato refere ainda que o concurso “não permite que um professor ingresse directamente num quadro de escola, mas apenas em quadros de zona pedagógica”. Manuel Nobre explica que, no distrito de Beja, o quadro de zona fica compreendido entre Odemira e Barrancos.

“A precariedade e a instabilidade dos professores e das escolas estão para continuar” acrescenta o mesmo responsável.