Rui Marreiros

O voto “útil” ou a utilidade do voto!

Faltam já poucos dias para que sejamos chamados a dar a nossa opinião, um momento importante que devemos realmente aproveitar. Por mais críticas ou tiradas de apoio a este ou àquele candidato, na rua, na mesa do café, entre amigos ou em família, nas redes sócias, no local de trabalho ou ao fim-de-semana, numa qualquer esplanada perto de si, apenas algo pode contar, apenas algo pode realmente fazer a diferença, o voto.

O ato último da democracia que coloca os cidadãos, todos por igual, sem diferenças de classes, de etnia, de religião, de clube, do que for. Apenas uma coisa conta por cada cidadão, o voto. Por isso é tão importante. Para que todos possam expressar a sua opinião em igualdade de circunstâncias sobre a avaliação que fazem do passado e das perspetivas que têm para o futuro. 

Por oposição à inutilidade da abstenção, esta é a verdearia utilidade do voto, a utilidade de saber que contamos todos por igual, que o meu voto é igual ao seu e que cada um deles pode fazer a diferença. E é exatamente esta utilidade do voto que consolida duas ideias fundamentais:

  • O facto de a abstenção nos deixar de fora do processo de decisão, permitindo que outros decidam por nós e pelas nossas vidas;
  • O facto de ser o verdadeiro voto útil, o voto da diferença e o voto do futuro que nos dá o poder de decidir.

O voto útil (o verdadeiro) é a expressão máxima da liberdade, uma ferramenta com a qual qualquer eleitor,depois de observar os candidatos, a sua competência, a sua credibilidade, a sua experiência, a sua preparação para o cargo, a segurança que transmite, a sua atitude perante os outros, as provas dadas e as suas propostas,decide, de forma livre, dar uma verdadeira utilidade ao seu voto.

As nossas cabeças são nossas, não são dos nossos partidos, o voto útil pertence-nos, a nós e àqueles em quem confiamos para a condução dos destinos da nossa cidade por mais alguns anos.

Do lado o ciclo autárquico que agora termina, recebemos um enorme salto qualitativo. Evidentemente que é necessário continuar a fazer crescer um projeto de continuidade, mas também um projeto de força e de futuro. Com medidas imediatas, para já, mas também com uma visão estratégica, de médio e longo prazo que nos coloque, lá à frente, onde realmente queremos chegar.

Do lado oposto temos um regresso ao passado e a teimosia em voltar a trazer propostas e posturas que já foram, no passado recente, rejeitadas pelos cidadãos (talvez com recurso, e bem, ao tão poderoso voto útil). Uma teimosia que se encarregaria de olhar para trás, recuar 4 anos para, depois de mudar tudo e todos, voltar ao mesmo do costume.

No meio, uma força do passado, apagada na região e no país, responsável pela interrupção de um ciclo longo de investimentos no Baixo Alentejo. que agora tenta branquear este facto com promessas irrealistas de tudo para todos, prometendo de forma irrealista que Beja consegue!

Em suma, a verdadeira utilidade do voto “útil” é na continuidade, no crescimento e na consolidação.

Rui Marreiros

Administrador executivo da EMAS