Vitor Sílva: Beja merece +

No passado domingo o Movimento “Beja Merece +” juntou mais de meio milhar de pessoas no Pax Julia para apresentar aquilo que designou como os “10 Mandamentos”para conclusão do IP8 e da A26, electrificação da Linha Ferroviária, melhor saúde e aproveitamento do Aeroporto de Beja.Na mesma altura também foi apresentado o vídeo oficial do Movimento.
Gostaria de ter estado presente nesta reunião, pois que me identifico com os objectivos do Movimento “Beja Merece +”. Tal não aconteceu, pelo que me socorri da imprensa para saber do que lá se passou.
Segundo li, Florival Baiôa, membro do Movimento, informou quenesta altura ficou decidido avançar pela “via diplomática”, através do pedido de reuniões com o Primeiro-ministro, António Costa, com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa e com a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL).Na minha opinião deviam também ser pedidas reuniões aos diferentes grupos parlamentares da Assembleia da República, pois que é aí que se aprovam os Orçamentos de Estado, Orçamentos esses onde algumas das reivindicações terão que ir buscar o financiamento para poderem ser concretizadas.
Também li que foi decidido realizar uma manifestação em Lisboa. Não fiquei esclarecido se os pedidos de reuniões serão ou não simultâneos à realização da manifestação, mas parece-me sensato que primeiro há que tentar queas reuniões se realizem e caso contrário ou não sendo o seu resultado satisfatório, então sim, vir para a rua gritar, como diria o saudoso José Afonso.
Como eu já afirmei numa crónica anterior, é importante não desmobilizarmos. Os governos também governam face às pressões que recebem de um lado e de outro. Se ficarmos quietos e calados é muito provável que pouco ou nada consigamos.
Mas independentemente do que alcancemos, é uma extraordinária lição o que a sociedade civil bejense, através do Movimento “Beja Merece +”, nos tem dado. Desde há vários anos que tem estado na vanguarda de um conjunto de reivindicações a que temos direito. Habituados que estamos a que sejam os partidos políticos a terem o monopólio da intervenção política, é muito gratificante ver que há mais política para além dos partidos.