Vítor Silva: BEJAMERECE+ SEMPRE

E a rapaziada do BEJAMERECE+ lá conseguiu mobilizar umas quinhentas pessoas para irem a Lisboa apresentar as reivindicações respeitantes à melhoria das acessibilidades à nossa cidade, bem como do melhor aproveitamento das infraestruturas existentes, nomeadamente do aeroporto de Beja.
Fizeram-se presentes no Largo do Rato, onde o Partido Socialista tem a sede, rumaram em seguida à Assembleia da República, onde entregaram o caderno reivindicativo e terminaram com um piquenique nos Jardins de Belém, bem pertinho donde está o nosso Presidente da República. Isto é, foram aos locais onde interessava ir.
Alguns meios de comunicação, como foi o caso de estações de televisão, relataram o evento, uns com mais destaque do que outros.
E agora? Esta é a pergunta. Qual o resultado desta manifestação? Já aqui tive ocasião de dizer que sou muito céptico quanto à vontade do governo, deste tal como do anterior, em dar resposta àquilo que muito justamente reclamamos. Vão empurrando com a barriga, “agora não há dinheiro, mas no próximo quadro comunitário vamos fazer”, que é o mesmo que dizer, “um dos governos a vir, que vos escute. Esperem sentados”.
Os líderes da oposição do PSD e do CDS, quando por aqui passaram por ocasião da Ovibeja também reconheceram a justeza da nossa causa. Também sou céptico quanto às iniciativas que tomarão a este respeito e têm a “desculpa” de que não são governo. Resta o nosso Presidente Marcelo, que tenho esperança que possa pressionar o governo. Aliás já anteriormente o disse aqui.
Pela nossa parte há que manter a panela ao lume, mesmo que seja em lume brando, e não deixar este apagar. Não tenhamos ilusões. Se deixarmos de lutar não alcançaremos nada. A luta não nos garante a vitória, mas se baixarmos os braços a derrota é certa. Parabéns, pois, ao movimento BEJAMERECE+, força para continuarem e um apelo a que mais gente se junte a ele.
Lamentável é que algumas opiniões, felizmente minoritárias, sejam despejadas para as redes sociais, desqualificando o movimento e as próprias reivindicações, atribuindo-lhe motivações falsas e concluindo até da sua inutilidade, tudo isto, claro, a coberto dum valente anonimato. Ao longo da História sempre foi assim. Enquanto uns “dão o corpo ao manifesto”, umas vezes com sucesso e outras vezes não, alguns há que ou por mediocridade ou por inveja ou por cobardia ou simplesmente por estupidez, os tentam denegrir.