Um ano depois de tomar posse, o executivo de Beja leva um chumbo da oposição. O PS faz um balanço duro dos primeiros doze meses da Coligação Beja Consegue, liderada pelo presidente Palma Ferro, e acusa-a de inércia, de instabilidade interna e de falta de respostas para as pessoas.
Segundo os socialistas, a mudança prometida continua por concretizar. O concelho, dizem, ressente-se da falta de uma estratégia clara de desenvolvimento e de apoio efetivo às famílias e à economia local. Acusam o executivo de viver sobretudo da conclusão de obras e projetos herdados do mandato anterior do PS e de eventos pontuais, que, na sua opinião, mostram uma necessidade de mediatismo.
O PS aponta falhas nos serviços básicos do dia-a-dia, como a limpeza urbana e a manutenção do espaço público, e processos de contratação pública que se arrastam. Fala também em instabilidade interna no executivo e em opções de viabilização política com a CDU que levantam, nas palavras do partido, dúvidas legítimas sobre a coerência e a transparência do rumo escolhido.
A crítica mais forte vai para a escola de pilotos da Lufthansa. Perante a escolha de Tancos, os socialistas acusam o presidente da Câmara de se ter demarcado da posição da CIMBAL e de ter alinhado com a narrativa do Governo, justificando o afastamento da aviação civil com incompatibilidades no espaço aéreo. Para enquadrar a perda, acrescenta o PS, a autarquia colou-se ao anúncio de um polo industrial militar na Base Aérea número 11, que o próprio presidente admitiu ser uma intenção “a concretizar-se”. Beja, defendem, não pode depender de promessas condicionadas e incertas, e precisa de uma estratégia que integre a utilização civil, comercial e formativa do aeroporto.
Os socialistas criticam ainda o que chamam de conformismo da autarquia perante os adiamentos de obras vitais, como o novo Hospital José Joaquim Fernandes, a A26 e a modernização da linha ferroviária, que continuam, dizem, sem datas formalizadas.
O PS considera que o concelho precisa de uma gestão atenta às necessidades das pessoas, rigorosa, estável e exigente na defesa do território, e promete continuar uma oposição “responsável, firme” e centrada em propostas para Beja.