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Promessas e desilusões da revolução – um retrato do Baixo Alentejo

Promessas e desilusões da revolução – um retrato do Baixo Alentejo

Recordações pré-25 de Abril no Baixo Alentejo

No Baixo Alentejo, antes de 25 de Abril de 1974, todos éramos contra a situação do País. Nas escolas e nos filmes aprendíamos como se vivia lá fora, invejávamos os estrangeiros, os emigrantes contavam histórias maravilhosas sobre a França, Holanda, Bélgica, Canadá, América, etc…

Os nossos pais ouviam o Manuel Alegre e outras rádios clandestinas e nós, nas escolas, fardados da M.P. – Mocidade Portuguesa, a que chamávamos BUFA (Bela União de Filiados Asnáticos), ouvíamos os nossos Chefes de Quina ou Comandantes de Castelo ensinamentos como: “O símbolo S do cinto da tua farda quer dizer: Somos Soldados Soviéticos, Sem Salazar Saber. Se Salazar Soubesse, Mandava-nos Prender (MP).”

Ninguém tinha formação política. Os legionários eram obrigados a sê-lo para garantirem empregos no Estado, não por ideologia. Nós apenas queríamos uma vida igual à dos outros países, como aqueles para onde os nossos emigravam. Sem a ameaça da PIDE.

Do fascismo ao comunismo

Depois do Dia da Revolução, surgiram “Chefes” que nos disseram que os apoiantes dos antigos governos de Portugal, bem como os proprietários agrícolas, eram todos “fascistas”. Os americanos eram capitalistas e imperialistas e os “comunistas” eram os únicos que defendiam outro modo de governação, com toda a liberdade, onde o “povo é quem mais ordena”, os bens são de todos, isto é, o melhor para os portugueses. O Partido Comunista, em exclusividade, era o “dono” desta nova ordem e ostentava na sua bandeira os símbolos da União Soviética.

Ficámos comunistas, sem saber muito bem o que isso era, e os legionários transferiram-se rapidamente, e na sua maioria, para o PCP e assim continuarem a ter garantido o emprego na função pública.

Surgiram chefes e ideólogos que mandaram ocupar tudo o que gerasse riqueza

– Mas “Chefe”, os patrões têm armas. Como vamos fazer?

– Não tenham medo. A tropa, o MFA, vão armados com vocês.

– Mas o filho do Manel Pastor comprou a Herdade ao “fascista” que nunca ligou à terra e morava em Lisboa, numa vida de putas e vinho branco. Agora nós vamos tirar o monte ao moço, que andou a ajudar o pai no pastoreio, que nós conhecemos desde pequenino, e sabemos que se endividou no Banco da cidade para fazer a compra?

– Problema dele. Quem é que o mandou querer ser fascista? A terra é para quem a trabalha. É para as UCPs (Unidades Colectivas de Produção), nada mais. Vendam as máquinas, o gado, a palha, o que houver, e não se esqueçam de comprar andares no Fogueteiro, Seixal, Amora, Corroios, por aí.

– Comprar andares? Porquê? Não podemos continuar a viver aqui, a semear e a colher, tratando do gado e utilizando as máquinas?

– Vocês não podem ser parvos. Se um dia isto der a volta, vocês não podem ficar com uma mão à frente e outra atrás. Têm que ter alguma coisa onde se agarrarem.

– E como é que vamos viver até lá?

– Não se preocupem. Vai haver crédito agrícola para toda a gente. O Estado tem muito dinheiro, muito oiro,  vai dar dinheiro para comprarem outras máquinas e mais gado.

– Mas não podemos ficar com o que temos?

– Não. Isto é uma revolução. Tudo tem que ser destruído para recomeçar tudo de novo.

– Mas, desculpe a pergunta, “Chefe”. Não seria melhor mudar o que está mal e ficarmos com o que está bem?

– Não, não e não! Isso assim não era uma revolução. Era uma reforma. Uma revolução é pôr uma bomba, fazer explodi-la, acabar com tudo e começar de novo, com outras pessoas, outras cabeças, entendes?

Os trabalhadores agrícolas, utilizados pelo PCP para ocuparem herdades, sabem como o PCP lhes mentiu porque, hoje em dia, eles não têm a posse nem a gestão das terras. Os seus descendentes não continuaram nas UCPs, pois estas estão extintas. A maioria dos ex-trabalhadores agrícolas que viveram a Reforma Agrária estão com pequenas reformas, outros “exilados” na Margem Sul do Tejo, ou emigraram à procura do que almejavam antes da Revolução dos Cravos.

As “verdades” sobre a Rússia e as histórias soviéticas estão desmascaradas. O PCP promoveu a figura da Catarina Eufémia, como a mulher que enfrentou a GNR num protesto de ceifeiras. Mas o PCP também apagou a figura do baixo-alentejano José Júlio da Costa, que pugnou e defendeu os trabalhadores agrícolas. José Júlio defendeu com bravura os trabalhadores rurais, enfrentou as tropas da GNR, e matou o Presidente da República Sidónio Pais, na Estação do Rossio, em Lisboa, como protesto. Porquê? Porque foi “apagado” pelo PCP? Resposta: Porque era um proprietário agrícola e não era comunista.

A grande mentira do PCP, talvez a maior, foi a da alteração da propriedade agrícola. No Baixo-Alentejo havia boas e más herdades, bem ou mal exploradas. A catarse ocorria com maior ou menor rapidez no tempo. As grandes explorações pulverizavam-se com a partilha por muitos herdeiros, ou mudavam de mãos, muitas vezes para os filhos de empregados que terminavam cursos agrícolas, ou de veterinária, e assumiam a posse da terra comprando-a aos proprietários, alguns falidos, outros sem filhos interessados na continuidade da exploração.

As herdades entre 50 a 200 hectares, normais na planície alentejana, foram consideradas pelo PCP como latifúndios e os proprietários fascistas. Eram pequenas empresas e, quando bem administradas, criavam postos de trabalho, reconheça-se que muitas vezes mal remunerados, e possibilitavam que os filhos dos proprietários e de alguns empregados frequentassem estudos.

Os jovens recém-licenciados, desejosos de regressar às suas terras do Baixo Alentejo, “encaixavam-se” como agricultores, médicos, professores, engenheiros, administrativos, juristas, etc…

Antes da Revolução, o Hospital de Beja era maioritariamente suportado por técnicos de saúde alentejanos, ou que casaram com alentejanos, o mesmo acontecendo nas escolas e outros sectores da sociedade e tecido empresarial baixo-alentejano.

O modelo sócio-económico estava organizado, equilibrado, inspirava confiança aos jovens que continuavam a querer viver no Baixo Alentejo, fossem eles filhos de quem fossem.

Com a violenta acção do PCP e do Exército Português, expulsaram-se os proprietários, muitos deles com formação superior adequada, e destruiu-se a estrutura empresarial agrícola.

Analise-se a realidade agrícola actual: há explorações com mais de 5.000 (CINCO MIL) hectares, a maioria propriedade de estrangeiros e fundos de poupanças, com recurso a pessoal mal pago e explorado, sem que o PCP se insurja. O mal já está feito, “correu-se” com os proprietários nativos, portugueses. Alguém pede desculpa ou se responsabiliza por esta catástrofe? Nós podemos perdoar, mas nunca esquecer.

Um diálogo sobre valores e costumes

– Boa tarde “Chefe”. Que história é essa de mudar os horários das escolas, das lojas, dos serviços, dos bancos, enfim de todos os empregos?

– É por causa dos transportes públicos. Não vês que os autocarros, o metro, os eléctricos, andam superlotados à mesma hora e depois passam o resto do tempo vazios?

– Mas, “Chefe”, aqui em Beja não temos esses transportes públicos. Isso é lá para os lados de Lisboa. Com esta mudança, eu deixo de almoçar em casa com a minha mulher e os meus filhos, como sempre fiz.

– Tu às vezes confundes-me! Querias leis só para ti? As leis são iguais para todo o país. Não queres um Portugal novo, com os hábitos dos outros? Queres continuar com essa história da “pobre casinha portuguesa” e da “santa família”? Isso são coisas do Salazar e da Igreja.

– Mas eu não posso querer mandar na minha casa? Se isso for avante começo a comer fora, a minha mulher almoça com os colegas, os meus filhos sei lá onde vão gastar o dinheiro do almoço, se calhar vão parar à droga…

– E depois? O que é que tens a ver contra a droga? Preocupa-te com a energia nuclear. Tu drogas-te com o vinho e com o tabaco e os outros escolhem outras drogas modernas. No estrangeiro isso é normal. E, aqui em Portugal, não vês que os artistas, os desportistas, os políticos, todos eles se drogam antes de actuarem? Como é que tinham pedalada para aguentar tanto tempo no palco, na televisão, nos comícios, nos campos? Até os advogados se drogam…

 – Não gosto disso. E a minha mulher tem de estar comigo não é com os colegas…

– Tu sempre me saíste um machista… a tua mulher é livre de estar com quem quiser, fazer o que quiser, e se se apaixonar por algum colega, está no seu direito. Ninguém é dono de ninguém. Tu também podes fazer o mesmo. O tempo de ser dono e mandar na mulher, até de lhes bater, isso já passou de moda. Com a revolução tudo isso acabou.

Uma perspectiva Socialista para os serviços financeiros

– Camaradas. Os Bancos vão mudar. Que ideia é essa de chamarem “empréstimo” quando nós lhes pedimos dinheiro e chamarem “depósito” quando nós lhe emprestamos dinheiro? Agora, os empréstimos vão deixar de ser só para os ricos. Também vão ser para os pobres e sem essas histórias de penhores mercantis, hipotecas, papel selado, etc… O Estado tem muito dinheiro e vai distribuir por todos. Na nossa Rússia é assim que funciona.

– Mas os Bancos dizem que as UCPs não têm personalidade jurídica e não podem trabalhar connosco assim… Além do mais, antes eles estavam sempre no Banco e agora vão tomar o pequeno almoço às dez da manhã, ao Luís da Rocha ou ao Cortiço, e alguns só voltam ao meio-dia. É o mesmo nos Correios, na Câmara, nas Finanças. Eles não podiam comer em casa ou ter uma cantina lá dentro? Têm que vir aos cafés da rua? É vê-los a conversar com os colegas e nós lá dentro à espera….

– Tu, além de ser machista, também tens uns laivos de fascista. Qual é o mal dos trabalhadores, explorados pelo Estado e pelos patrões, saírem um bocadinho do trabalho para conviverem? Tens que te ir habituando aos novos tempos, camarada.

A Banca, nacionalizada e depois privatizada, passou das mãos portuguesas para propriedade estrangeira. Tudo ao contrário do que os alentejanos desejavam.

Os Bancos cobram por tudo e por nada.  Que saudades do tempo em que os cheques eram gratuitos, o dinheiro à ordem dava juros, os contratos de empréstimo eram titulados por uma letra que após liquidação era devolvida, não havia contratos de dezenas de páginas, as garantias reais de hipotecas e penhores eram raras, os clientes tinham nome e não eram apenas um número.

Os velhos empresários, que em tempos acreditaram nas promessas do PCP, quando vão ao Banco pedir um empréstimo para melhorar as suas lojas, ficam incrédulos quando veem os bancos venderem produtos similares aos seus, em completa e vergonhosa concorrência com os clientes. 

50 Anos após Abril

Passaram-se 50 anos sobre a Revolução de Abril. Como está o Baixo Alentejo?

Tudo está mudado. Gentes, tradições e comportamentos.

As explorações agrícolas, pequenas, médias e grandes, foram ocupadas e destruídas. Os donos e técnicos expulsos, sem serem substituídos. As casas senhoriais, capelas, móveis antigos, pinturas, arte sacra, foram vandalizadas e vendidas, perdendo-se património de interesse nacional.

A costumada honra desapareceu, a tradicional forma de tratamento por “compadre” foi substituída por “camarada”.

Se o PCP albergava a maioria dos alentejanos, não era por ideologia, mas como uma forma de Protesto. Tudo o que os alentejanos queriam ver melhorado, era prometido pelo PCP e davam exemplos: na Rússia é o povo que mais ordena, não há ditadores, não há Pides, não há capitalistas, não há fascistas, não há colónias, não há latifundiários. As herdades são do povo, não há patrões, não se pagam rendas de casas, as escolas e os tratamentos de saúde são de graça.

Hoje, sabe-se que tudo isso era mentira. Na Rússia há ditadores, o povo não tem palavra e vive com dificuldades. Há capitalistas a rodo, latifundiários por toda a parte e no centro de Moscovo só vivem ricos e poderosos: um metro quadrado é mais caro do que na América. Comprovei-o em duas visitas que fiz a Moscovo e S. Petersburgo.

O Baixo Alentejo estagnou e, se compararmos com Évora, a diferença é abismal. Beja não tem acessos dignos para a Capital, nem para Ferreira, Aljustrel, Odemira, Mértola, Serpa ou Moura.

Évora tem tudo e mais alguma coisa. Tem autoestradas para Lisboa, Espanha e ainda começaram a fazer uma nova para o Algarve. Como não conseguiram, melhoraram a estrada para o Algarve, até Castro Verde – ponto de ligação com a A2 – Lisboa/Algarve. É triste ver que a melhor estrada de que dispomos é a que fizeram de Évora a Castro Verde, passando por Beja.

Na saúde há falta de quadros, importam-se de Cuba, das ex-colóniias e outros países, muitos deles com dificuldade em se fazerem compreender pelos alentejanos. Não há professores. Os jovens alentejanos, quando terminam os seus estudos noutras cidades, já não querem voltar à terra que nada lhes oferece ou, em alguns casos, à região onde os seus pais e avós foram perseguidos e expropriados, alguns presos na Cadeia do Pinheiro da Cruz, sem culpa julgada.

Quebrou-se um vínculo entre ao sul-alentejanos e a terra, perdeu-se parte de uma cultura secular. Desapareceram os trabalhadores e as famílias de lavradores com várias gerações a montante.

Com o êxodo dos alentejanos, o pequeno comércio ficou sem clientes, porque muitos dos novos proprietários espanhóis apenas estão no Baixo-Alentejo de 3ª a 6ª. feira, pernoitam em hotéis e pouco consomem. As suas famílias continuam a viver em Sevilha ou em Córdova, sem qualquer ligação a Portugal. O Baixo-Alentejo está colonizado do interior à costa. O pequeno comércio e os pequenos serviços quase desapareceram e os filhos dos novos proprietários agrícolas estrangeiros não frequentam as nossas escolas.

A esquerda radical e as obras monumentais em Beja

A esquerda radical não teve coragem, meios e explicação para destruir as duas maiores obras construídas em Beja, talvez durante os últimos séculos: A Base Aérea e o Hospital José Joaquim Fernandes.

Tal facto não inibiu que a Esquerda atribuísse a intrigante paternidade da Base Aérea aos alemães, logo alcunhados de fascistas e nazis, bem como nomeassem a família do proprietário e gestor agrícola como fascista, latifundiária e outros títulos ofensivos que escuso de referir, apesar de, em homenagem ao nobre benfeitor, ter OFERECIDO UM HOSPITAL DISTRITAL, que serve todos os alentejanos, sem discriminação.

Emigração e Imigração em Beja

Nos anos 60, alguém dava aulas de francês a candidatos a emigrantes, nas instalações do Despertar Sporting Clube, na Rua de Alcobaça, em Beja. Emigrar era um triste sonho, na esperança de se poder regressar a Portugal com um bom pé-de-meia. No estrangeiro, lamentavam que Portugal não pudesse oferecer-lhes as mesmas condições.

Passados 60 anos, a emigração continua. Há, também, imigração, mal paga e alguma “sem abrigo”. Beja questiona-se: Que vergonha! Onde estão as promessas que nos venderam?

Os emigrantes criticam o actual rumo das decisões nacionais e alertam-nos.

Basicamente, um país precisa de território, povo e alimentação. Território havia, com bons meios de defesa. O povo tinha enraizado o conceito de pátria e ansiava por melhor educação, saúde e habitação. Os recursos agrícolas e pecuários eram suficientes: Produziam-se cereais e carne para consumo nacional. Colocava-se a tónica na falta de industrialização, novos investimentos, nomeadamente no sector agro-indústrial, pobre em relação a outros países.

Os emigrantes portugueses de férias no nosso país, alertavam-nos: estão a destruir a pouca indústria nacional? Estão de mão estendida perante a Europa e ficam agradecidos com as esmolas, quando elas só servem para pagar os produtos importados, e o dinheiro regressa à origem? Estão a destruir as fábricas de carruagens e as vias férreas, baratas e pouco poluidoras, para as substituir por contingentes de automóveis e camiões importados? Não apostam numa linha de montagem de automóveis nacional? Só querem o Turismo suportado em profissionais de pouca formação geral e nenhuma formação científica? Não vêm que o Turismo nunca pode ser uma primeira actividade de um país pois um desastre de um petroleiro na costa, ou uma guerra, perto ou longe, pode levar a economia de um país ao fundo? Querem pôr os portugueses de guardanapo no braço a servir o resto da Europa? Onde estão as promessas dos revolucionários? Eles não sabem que estão a comprometer o futuro de Portugal e dos portugueses?

Entre promessas e realidades

Foi-nos prometido um Estado amigo em que os agentes governativos existiam para servir o povo e não o contrário. A burocracia e corrupção iriam desaparecer para sempre. O cidadão seria apoiado na educação, saúde, habitação e reforma. Os novos formatos profissionais deixavam de apontar para empregos para toda a vida e permitiriam que um trabalhador mudasse de profissão, sempre que o desejasse, sem perder direitos.

O que dizer de alguém que trabalhou e descontou ininterruptamente, durante quase 50 anos, que viu as suas contribuições acolhidas em diferentes Caixas conforme os sectores de actividade, e foi tragicamente penalizado e contemplado com uma pequena fatia do que deveria receber como Reforma se nunca tivesse mudado de emprego?

As penalizações sofridas, porque não teve o tempo de serviço completo em nenhuma das Caixas, não poderia ter sido resolvido com um entendimento entre as diversas Caixas e, num caso concreto, as contribuições transferidas para a última, a Caixa Nacional de Aposentações, que assumiria a soma dos tempos de serviço e contribuição do trabalhador?

Porque é que um trabalhador iniciado aos 16 anos na construção civil, transferindo-se para o sector do comércio, depois para banca, depois para a indústria, não tem direito a uma reforma de tempo inteiro depois de 50 anos de trabalho?

Os tempos do emprego para toda a vida eram coisa do passado e a vida moderna apontava para modelos de vida diferentes. Era saudável e rendoso ambicionar e procurar novas oportunidades. A Revolução dos Cravos prometia, que na hipótese de se mudar de entidade patronal sempre que se quisesse, nunca se seria prejudicado. Mentiu.

Ainda mais grave: foi permitido, em determinado período, que alguns cidadãos “comprassem” anos de descontos para poderem ter reformas completas, mesmo sem ter trabalhado. Não foi essa autorização uma violenta ofensa a quem trabalhou e descontou toda a vida e não obteve a reforma completa?

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