A Rádio Pax apurou que foram encontrados milhares de peixes mortos nas margens da Albufeira do Roxo, que se estende pelos concelhos de Beja e Aljustrel, contrariando os números oficiais que apontam apenas para cerca de 200 exemplares.
Segundo a Associação de Beneficiários do Roxo, as espécies mais afetadas são carpas e pimpões. Em declarações à agência Lusa, António Parreira confirmou a presença de peixes mortos em várias zonas da albufeira, nomeadamente junto à Mina da Juliana, no concelho de Beja, e ao paredão da barragem, em Aljustrel.
Contudo, fontes locais contactadas pela Rádio Pax relatam uma situação muito mais grave, com várias zonas cobertas de peixes mortos, especialmente pimpões. “Dá a sensação de que foi colocado algo na água para eliminar apenas esta espécie”, contou uma das testemunhas. Outra recorda que, há alguns anos, ocorreu um episódio semelhante, mas que, nessa altura, as vítimas foram apenas carpas.
A situação foi comunicada ao SEPNA da GNR e ao ICNF, que já recolheram amostras dos peixes para análise. As autoridades consideram ainda prematuro avançar com uma causa, embora afastem, para já, a hipótese de poluição, tendo em conta que a albufeira está com 35 milhões de metros cúbicos de água, cerca de 35% da sua capacidade total, um valor considerado elevado para esta altura do ano.
Caberá agora ao ICNF e à Agência Portuguesa do Ambiente determinar as causas da mortandade.
Recorde-se que a Barragem do Roxo é uma infraestrutura essencial, garantindo o abastecimento público de água aos concelhos de Beja e Aljustrel e o fornecimento para cerca de 8.500 hectares de regadio agrícola.