O Secretariado Regional de Beja da União das Misericórdias Portuguesas defende “acordos de cooperação condignos” para que as Misericórdias possam continuar, de forma “sustentável”, a desempenhar a sua missão.
De acordo com o Secretariado, “a comparticipação do Estado terá que num futuro próximo atingir os 50% dos custos suportados por estas instituições”, contra os atuais 38% nas valências de lar.
Em conferência de imprensa, realizada, em Beja, as Misericórdias alertaram para os problemas causados pelo aumento dos custos com alimentação, energia, combustíveis, salários, manutenção de equipamentos e viaturas.
Francisco Ganhão, presidente do Secretariado Regional de Beja da União das Misericórdias Portuguesas, espera que na revisão dos acordos, em curso com o Estado, seja assegurada a sustentabilidade das Misericórdias.
Se o Estado e as autarquias não aumentarem os apoios, muitas Misericórdias correm o risco de fechar as portas, alertou Francisco Ganhão.