O Movimento de Defesa do Hospital de São Paulo voltou esta semana a lançar duras críticas à gestão da Santa Casa da Misericórdia de Serpa e à classe política, apontando diretamente o dedo a Gonçalo Valente, deputado eleito por Beja e candidato à Câmara Municipal de Ourique.
Em comunicado, o Movimento denuncia que continuam por pagar os retroactivos salariais referentes a anos anteriores, o subsídio de Natal de 2024 e, surpreendentemente, o subsídio de férias de 2025.
Além disso, recorda “a falhada inauguração promovida pelo ex-secretário de Estado da Saúde, que, segundo o Movimento, “em vez de garantir a sustentabilidade do Hospital de S. Paulo, o entregou à gestão da União das Misericórdias Portuguesas, empurrando a instituição para o Programa Especial de Revitalização (PER) e reconhecendo, na prática, a sua insolvência técnica.”
Mas as críticas mais incisivas foram dirigidas a Gonçalo Valente. O Movimento acusa o deputado de ter proporcionado “visitas técnicas com vista a encontrar soluções sem qualquer resultado” e de ter prometido “a reativação do bloco médico-cirúrgico do hospital, um projeto que nunca saiu do papel”. Para o Movimento, estas promessas “apenas criaram uma falsa sensação de progresso, enquanto a instituição se afundava em dificuldades cada vez maiores.”
Face a esta situação, o Movimento de Defesa do Hospital de S. Paulo garante que “não aceitará o silêncio nem a inação” e anuncia que vai solicitar reuniões urgentes com os deputados eleitos por Beja e com a Ministra da Saúde. Nessas reuniões, exigirá “o pagamento imediato dos valores em atraso, uma avaliação da atuação da União das Misericórdias na gestão hospitalar e a responsabilização política pelas promessas não cumpridas.”
O Movimento reforça ainda que é “imperativo reverter a gestão do Hospital de S. Paulo para o Serviço Nacional de Saúde”, como única solução capaz de salvar a instituição e proteger os seus trabalhadores e utentes.