O futuro do Centro de Acolhimento de Emergência Social (CAES) de Beja, gerido pela Cáritas Diocesana, continua envolto em incerteza.
No passado dia 28 de agosto, a Rádio Pax noticiou que o equipamento iria encerrar portas no próximo dia 1 de novembro. De acordo com a informação avançada na altura, a decisão — já comunicada pela Cáritas à Segurança Social e à Secretária de Estado — surgia após dois anos de funcionamento em condições consideradas “insuportáveis” por quem trabalha diariamente no local, sem meios adequados para prestar a assistência que os utentes necessitam.
Na sequência desta notícia, o deputado do PSD, Gonçalo Valente, veio a público afirmar que a informação era “falsa”. Mais tarde, em declarações à Rádio Pax, o parlamentar admitiu que todos os pontos da notícia correspondiam à realidade, com exceção da referência ao encerramento do CAES. Gonçalo Valente sublinhou estar a acompanhar o processo “desde a primeira hora, de muito perto”, garantindo não ter “dúvidas de que a resposta que está a ser preparada irá servir os interesses da Instituição”.
Perante a gravidade da situação e depois de meses de tentativas de resolução sem avanços, foi agendada — já após a notícia da Rádio Pax — uma reunião entre o Instituto da Segurança Social, a Cáritas Diocesana de Beja, o Centro Distrital de Beja da Segurança Social e a Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão.
Segundo fonte próxima da Segurança Social, o encontro terá lugar esta terça-feira, em Lisboa, e deverá ser determinante para o futuro do CAES.
Em cima da mesa estão várias questões: se a Cáritas irá ou não encerrar o edifício da antiga Casa do Estudante, onde atualmente funciona o CAES, se a instituição perde ou não o financiamento de cerca de 1 milhão de euros destinado à reabilitação do espaço e, caso a Cáritas deixe de assumir esta responsabilidade, que entidade poderá ficar à frente da resposta social e em que instalações.
A reunião desta terça-feira poderá, assim, esclarecer de uma vez por todas o destino do CAES de Beja e o futuro de uma resposta social considerada essencial para a região.