No Alentejo, uma das principais regiões produtoras de suínos do país, o preço do porco voltou a cair na semana de 13 a 19 de outubro, acompanhando a tendência nacional de descidas consecutivas que já duram há 13 semanas.
Segundo dados do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA), do Ministério da Agricultura e do Mar, as cotações médias nacionais das classes E e S recuaram 5 cêntimos por quilo no Alentejo, uma descida em linha com o restante país, onde o recuo médio foi de 6 cêntimos por quilo.
Os leitões também não escaparam à tendência negativa: os animais entre 19 e 25 quilos caíram 10 cêntimos por quilo, enquanto os com menos de 12 quilos registaram uma redução ainda maior, de 15 cêntimos por quilo. Já as porcas de refugo mantiveram-se estáveis.
Entre janeiro e agosto de 2025, o número de abates de porcos de engorda aumentou 4,2%, totalizando 245 mil toneladas aprovadas para consumo. No entanto, as exportações caíram 4,7%, sobretudo nas categorias de suínos vivos e carne congelada, agravando o saldo negativo da balança comercial, que ultrapassa 271 milhões de euros.
No Alentejo, o preço médio à saída de produção fixou-se nos 3 euros e 5 cêntimos por quilo, uma descida de 3,2%, e o preço à entrada de matadouro ronda 1 euro e 93 cêntimos por quilo.
Esta prolongada quebra nos preços começa a pressionar fortemente a rentabilidade dos produtores alentejanos, que alertam para a necessidade urgente de medidas de apoio ao setor para evitar maiores prejuízos.