O Alentejo voltou a ser destacado pelo Governo no combate à criminalidade, num ano em que, segundo o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Paulo Simões Ribeiro, a criminalidade geral registou “algum crescimento”, mas a criminalidade violenta e grave “tem estado a diminuir”.
No Alentejo, o secretário de Estado destacou a importância de programas como o Campo Seguro, uma operação da GNR que atua sobretudo durante as campanhas agrícolas e que tem tido impacto direto no combate ao furto de cortiça, azeitona e outros crimes que alimentam “uma economia paralela que gera milhões”.
Só até setembro, no âmbito deste programa, a GNR realizou quase mil ações de fiscalização e mais de 2.200 patrulhas, valores superiores aos anos anteriores, reforçando o patrulhamento e o controlo em todo o território alentejano.
Apesar de sublinhar que os dados disponíveis são ainda “embrionários” e “parcelares”, tanto da GNR como da PSP, o governante assegura que não existe “uma subida exponencial da criminalidade”, frisando que os números mais preocupantes estão, na verdade, em queda.
Paulo Simões Ribeiro explicou que parte do aumento registado na criminalidade geral está relacionado com a “maior proatividade” das forças de segurança, que têm identificado mais crimes e reforçado a proximidade com as populações, contribuindo também para a prevenção.